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26 Novembro 2022

Von Trier expulso do festival de Cannes no dia do regresso de Almodóvar

Clique para ampliar O realizador Lars von Trier foi declarado persona non grata, com «efeito imediato», pelo festival de Cannes. As desculpas do dinamarquês não sensibilizaram a direcção do festival, que anunciou a sua decisão por comunicado.


O mesmo jornal explica que, apesar da expulsão do autor, o filme que von Trier levou a Cannes continua em competição.

Ontem, o realizador tinha expressado a sua simpatia por Hitler, para depois se perder em divagações e acabar por terminar, meio a rir: «Como poderei agora fugir desta frase.. Ok, sou um Nazi».

A direcção do festival é que não achou graça e convidou-o a explicar-se. Von Trier pediu desculpa, em comunicado, dizendo não ser «anti-semita, nem racista, nem nazi».

Mas as desculpas não foram suficientes. Já depois do comunicado do realizador, os organizadores reafirmaram «não admitir» que o festival de Cannes possa ser o palco de «declarações de tal teor». Hoje, chegou a sanção.

Na nota hoje divulgada, explica-se que Cannes é «um fórum excepcional» para apresentar obras e «defender a liberdade de expressão e de criação», mas que a a direcção «deplora» que «tenha sido utilizado por Lars Von Trier para exprimir comentários que são inaceitáveis, intoleráveis e contrários aos ideais de humanidade e de generosidade que presidem a existência vital do Festival».

Isto aconteceu no dia em que o espanhol Pedro Almodóvar apresentou o seu novíssimo filme “La Piel que Habito”, em que o protagonista é Antonio Banderas. Trata-se do regresso de Banderas a um filme do realizador que lançou a sua carreira.

A “montée des marches” foi um grande momento para o público presente na Croisette, com um Banderas inspirado a divertir os presentes com mímicas, imitando mesmo um toureiro antes de subir a escadaria que leva ao palácio.

Bomdia.lu

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