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Bruxelas
8 Agosto 2022

Villa Romana de Pisões

Ocupada no período romano entre os séculos I a.C. e IV d.C., principalmente devido à riqueza cinegética da região, viabilizadora de uma acentuada exploração agrícola, pecuária e mineira, cujos Villa Romana de Pisõesprodutos se destinariam ao abastecimento de diversos mercados, a villa encontra-se parcialmente escavada, sobretudo a área residencial dos proprietários. Esta habitação com mais de quarenta divisões centradas num peristilo, era acessível por um longo corredor. Os compartimentos eram essencialmente caracterizados pela sua riqueza decorativa, com especial destaque para os da denominada pars urbana, cuja fachada porticada virada a sul abriria para um tanque de consideráveis dimensões, o natatio.

A proximidade da barragem de Pisões, em articulação com o conjunto edificado da villa, teria como principal finalidade abastecer de água os tanques, piscina e termas, de apreciáveis dimensões, existentes nesta propriedade.

Na verdade, o edifício termal constituí um dos mais relevantes exemplares de termas privadas romanas encontrados no nosso território, tendo sido construído em duas fases que possibilitaram a edificação de todas as estruturas inerentes a este tipo de conjunto : o apodyterium, onde os frequentadores se untavam e praticavam exercícios físicos ; o laconicum(sauna) ; o strigilus, onde procediam à raspagem da gordura dos seus corpos ; o alveus do caldarium, onde tomavam banho num tanque de água quente, e, finalmente, as zonas do tepidarium e do frigidarium.

Villa Romana de PisõesA par da pars urbana, encontravam-se a pars rustica e a pars fructuaria, abrangendo as estruturas habitacionais dos serviçais, armazéns, lagares, celeiros e áreas de transformação dos produtos agrícolas e frutíferos.

No entanto, este sítio arqueológico será, provavelmente, mais conhecido por todo um conjunto de mosaicos, verdadeiramente assinalável no panorama nacional, quer pelo eclectismo e riqueza da sua iconologia, apresentando composições geométricas e naturalistas, como pela qualidade da sua execução, desde os mais antigos, monocromáticos, até aos mais recentes, já policromados.

No âmbito do programa de valorização em curso pelo IPPAR, procedeu-se à requalificação da vedação da área arqueológica e iniciaram-se trabalhos de conservação e Villa Romana de Pisõesrestauro da pintura mural e mosaicos, prevendo-se igualmente o restauro da piscina.

Por outro lado, decorrem actualmente negociações com vista a celebrar um acordo entre o IPPAR e a Universidade de Évora relativamente à gestão dos terrenos anexos ao sítio arqueológico, bem como a celebração de um outro acordo de comodato com a CP para instalação da casa do guarda num antigo edifício de cheminot, no âmbito da filosofia de intervenção nos monumentos arqueológicos visitáveis, tendente a criar infra-estruturas imprescindíveis à valorização estética da sua envolvente.

© www.ippar.pt


Endereço : Direcção Regional de Évora Rua de Burgos, n.º 5 7000-863 Évora

Horário : Terça-feira a Domingo – 9:00/12:00 – 13:30/17:00

Encerrado à segunda-feira e feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.

Ingresso Individual : 1,50€

Reformados : 0,75€

Portadores do cartão jovem : 0,60€

Telefone : +351 266 769 800 Fax : +351 266 769 855 E-mail : dre.ippar@ippar.pt

Serviço Educativo : O Centro de Acolhimento e Interpretação possui uma exposição permanente sobre o sítio, organizada de forma temática. O percurso da visita encontra-se devidamente sinalizado.

Visitas Guiadas : A pedido

Loja : Posto de vendas

Acessos :

Acesso a Deficientes : Visitantes com mobilidade reduzida : certos troços do percurso da visita podem apresentar algumas dificuldades.

Situa-se nas proximidades de Beja, na saída para Aljustrel pela EN 18

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