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7 Dezembro 2022

Velhas guardas do Chelsea levam a melhor na Luz

Clique para ampliar Um Benfica demasiado perdulário e dependente de Aimar foi derrotado, por 1-0, pela experiência dos ingleses do Chelsea, na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol.

No Estádio da Luz, o Benfica até foi superior à formação londrina, mas falhou sempre na altura de atirar à baliza de Petr Cech e acabou por “cair” devido a um golo de Salomon Kalou, aos 75 minutos, numa jogada em que o Chelsea mostrou que, apesar de uma temporada algo problemática, ainda é um “tubarão” do futebol europeu.

O tento do avançado marfinense, que resultou de uma jogada iniciada pelo ex-benfiquista Ramires e de uma assistência do irreconhecível Fernando Torres, sucedeu pouco depois da saída do esgotadíssimo Pablo Aimar, num encontro em que mais uma vez ficou vincado que o Benfica depende demasiado do médio argentino.

Nos 69 minutos que esteve no relvado, Aimar participou em praticamente quase todas as jogadas de ataque do Benfica, com a habitual classe que lhe é sobejamente reconhecida, mas a sua substituição acabou por levar a equipa de Jorge Jesus do céu ao inferno.

Com o médio já a assistir ao encontro no banco de suplente, o futebol praticado pela formação da Luz transformou-se numa grande atrapalhação a meio-campo, misturado com um nervosismo excessivo, que cresceu e muito com o golo do Chelsea.

Mesmo assim, o Benfica não merecia ter perdido a primeira “mão” dos quartos de final e podia, e devia, ter outro resultado na “bagagem” para a viagem da próxima semana a Stamford Bridge.

Numa entrada bastante forte dos “encarnados” na segunda parte, Cardozo foi quem teve mais perto de marcar, mas viu o seu ex-companheiro de equipa David Luiz a impedir o golo com um corte corajoso mesmo em cima da linha.

No seu regresso ao Estádio da Luz, o brasileiro esteve imperial no centro da defesa do Chelsea e cotou-se mesmo como o melhor em campo, tendo efetuado uma exibição a roçar a perfeição.

O Benfica rematou muito de fora da área, mas também encontrou um Petr Cech muito seguro, numa equipa do Chelsea, com Lampard e Drogba no banco, que tentou muitas vezes adormecer o jogo, uma tática que no final acabou por surgir efeito.

Antes do golo decisivo de Kalou, o espanhol Mata já tinha avisado a defensiva “encarnada” com um remate ao poste, naquela que tinha sido até à altura a melhor oportunidade dos “blues”, que surge na resposta a um lance em que o Benfica reclamou mão de Terry na área.

Destaque ainda para Raúl Meireles, Paulo Ferreira e José Bosingwa – entrou na segunda parte –, os únicos jogadores portugueses que estiveram no relvado do Estádio da Luz e do lado da equipa “estrangeira”. O Benfica mais uma vez não apresentou qualquer jogador nacional.

Este resultado deixa o Benfica com um tarefa muito complicada na segunda mão, em Londres, onde mesmo assim irá tentar alcançar as meias-finais da “Champions” pela primeira vez em mais de 20 anos.

FONTE: Bomdia.lu

[ O historial do Benfica na Champions League ]

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[ Benfica nos quartos-de-final da Liga dos Campeões ]

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