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17 Agosto 2022

Sobrevivem com torradas e sopa

Clique para ampliar Casal com dois filhos, de 5 e 11 anos, passa fome. Estão desempregados e não têm apoios.

“Estamos deseperados. Se não fosse a ajuda dos nossos pais, que já passaram fome para dar a nós e às crianças não sei como nos alimentaríamos”. A afirmação é de Alexandre Santos, de 36 anos, que, juntamente com a mulher Mónica Sofia, de 28, teme pelo futuro da sua família. O casal, que mora com os dois filhos de Mónica, em Povos, Vila Franca de Xira, está desempregado e sobrevive apenas com 84 euros de abonos das duas crianças: Vitor, de 5 anos, e Danilson, 11.

“Era motorista no aeroporto de Lisboa, mas o contrato não foi renovado. Não consigo trabalho há mais de dois anos, apesar de procurar todos os dias. A Mónica trabalhava em hotelaria e nas limpezas. Ficou desempregada em Novembro de 2012” – explica Alexandre: “Recebi o subsídio de desemprego até 2012 mas agora já não tenho direito. A Mónica já pediu rendimento social de inserção. Disseram que receberia este mês, mas, entretanto, adiaram para o próximo”, acrescenta.

A família, que não recebe qualquer tipo de apoio, deixou de pagar a renda da casa ao senhorio. Não dá nem para pagar a conta da luz: “Tentámos concorrer a uma habitação da autarquia, mas o concurso é só em Agosto. Até lá não sei como vamos fazer, porque não temos condições para pagar a renda”, conta o ex-motorista. E acrescenta: “A casa onde estamos é tão húmida e fria que estraga os únicos bens que nos restam. Os miúdos têm de dormir connosco porque no quarto deles pingava água do teto.”

Sem dinheiro para dar uma alimentação equilibrada às crianças, o casal vai comendo torradas e sopa para sobreviver. ” Temos sorte porque o Danilson e o Vitor almoçam na escola. Quando as crianças não estão, comemos torradas ou ficamos sem comer. Hoje, por exemplo, ainda não comemos nada” – lamenta Alexandre. “Os nossos pais também passam dificuldades: o meu pai está desempregado, e o da Mónica é pensionista, recebe 160 euros por mês. De qualquer forma são a nossa única ajuda. A minha sogra, que recebe apoio da Cáritas, é que às vezes nos dá o pouco que recebe, como atum ou massa, para as crianças não ficarem com fome.”

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