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8 Agosto 2022

Sindicato denuncia “desagradáveis experiências diárias” dos professores do Ensino Português no Estrangeiro

Clique para ampliar “Os professores do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) deixaram de ser professores e
“embaixadores” – como muitas vezes foram denominados no passado – da Língua e Cultura
Portuguesas, tendo passado à condição de vendedores, por comissão, da referida língua
e cultura , vendedores pressionados pelo Camões, I. P., para conseguir o maior número
possível de inscrições pagas para os seus cursos, sob pena de perderem a comissão de
serviço que atualmente detêm”, lê-se no comunicado enviado pelo Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas.

Em causa estão os “efeitos perversos” da aplicação da taxa de frequência dos cursos de Português no estrangeiro: “caso o professor não consiga convencer,persuadir,influenciar encarregados de educação em número suficiente para pagar a “propina” dos seus filhos, terá o desemprego a olhá-lo de frente no fim do ano letivo”.

O sindicato alerta que embora os professores se esforcem por “vender”, muitos encarregados de educação recusam-se a “comprar”. “Uns por um compreensível sentimento de revolta em relação ao ditame de um país que aceita as remessas de divisas que enviam, mas que nada dá em troca. Outros por considerarem extemporânea um exigência de pagamento seis meses antes do início do ano letivo”, esclarece.

O sindicato avança com números: na Alemanha, apenas cerca de 940 alunos dos 3.800 existentes pagaram a propina; no Reino Unido, cerca de 1.000 dos 3.600 inscritos no ano anterior. “Mesmo ainda sem números concretos nos restantes países é fácil descortinar , apenas a uma semana do fim do prazo estipulado,qual será o trágico desenlace de todo este processo, pois menos de metade dos alunos existentes irá frequentar as aulas no próximo ano letivo, o que significa que cerca de 50% dos professores atualmente em exercício serão
dispensados”, alerta.

NCF.be

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