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18 Agosto 2022

Revisor distraiu o maquinista

Clique para ampliar Telefonema fatal foi feito de dentro do comboio. Francisco Garzón tentou proteger colega.

O telefonema que distraiu o maquinista do comboio que descarrilou na Galiza, causando a morte a 79 pessoas, foi feito pelo revisor da composição e não por um controlador da empresa ferroviária. O maquinista omitiu inicialmente este facto, aparentemente para proteger o colega, mas ontem confessou tudo.

A análise das caixas negras revelou que, instantes antes do descarrilamento, o maquinista Francisco Garzón recebeu uma chamada no telemóvel de trabalho. Do outro lado da linha alguém lhe dá indicações sobre a via a seguir quando chegasse a Ferrol.

Inicialmente pensou-se que o telefonema era de um controlador da Renfe, a empresa ferroviária, mas esta negou. Foi o próprio Garzón quem se deslocou ontem voluntariamente ao tribunal para esclarecer o assunto. Segundo ele, o autor do telefonema foi o revisor do comboio, Antonio Marugán, que sofreu ferimentos ligeiros. Até ontem, nem Garzón nem Marugán tinham revelado a existência desta conversa. Garzón nega, porém, que o telefonema tenha causado o acidente, garantindo que desligou segundos antes do comboio descarrilar.

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