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15 Agosto 2022

Quatro galerias portuguesas vão participar na Feira de Arte de Bruxelas

Quatro galerias portuguesas estão entre as 156 de 26 países que vão participar na Feira de Arte Contemporânea de Bruxelas, na Bélgica, entre 28 de abril a 01 de maio, anunciou hoje a organização do certame.

As galerias portuguesas selecionadas são a Vera Cortês – uma das 19 estreantes nesta 38.ª edição da feira – e ainda a Filomena Soares, também de Lisboa, a Kubikgallery e a Lehmann + Silva, ambas do Porto.

Depois de uma ausência de dois anos em que feira não se realizou devido às restrições da pandemia, a organização decidiu retomar o certame dedicado à apresentação, em Bruxelas, das tendências da arte contemporânea com trabalhos de artistas estabelecidos e talentos emergentes.

Este ano estarão abertas quatro secções e uma subsecção: a “Discovery”, com 41 galerias, 103 na “Prime”, sete na “Rediscovery”, cinco na secção “Invited”, e 34 projetos apresentados a solo, uma área reforçada, este ano.

A secção “Discovery”, que apresenta galerias que apoiam ativamente artistas internacionais emergentes, com diálogos entre criadores e projetos concebidos entre 2017 e 2020, irá atribuir um prémio de 5.000 euros.

Nesta secção estará a Kubikgallery, com as artistas Flávia Vieira e Manoela Medeiros, enquanto a Lehmann + Silva levará Dayana Lucas, artista nascida em 1987, em Caracas, que possui nacionalidades portuguesa e venezuelana, vive e trabalha no Porto.

Representada pela Waldburger Wouters, uma galeria de Bruxelas, onde vive e trabalha, a artista brasileira Elen Braga irá apresentar o seu trabalho em materiais têxteis.

Por seu turno, a artista portuguesa Gabriela Albergaria, que tem base de trabalho em Lisboa e em Londres, no Reino Unido, também estará presente nesta secção através da galeria nova-iorquina Sapar.

Outra secção da feira, a “Prime” – que acolhe artistas a meio da carreira ou já estabelecidos a nível internacional, desde a arte moderna à contemporânea – contará com a presença das galerias portuguesas Vera Cortês e Filomena Soares, e, do Brasil, as galerias Jaqueline Martins (com representações em São Paulo e Bruxelas), e Mendes, Wood DM (São Paulo, Bruxelas e Nova Iorque).

Globalmente, o certame reunirá 56 galerias da Bélgica (36%), 100 galerias estrangeiras (64%), das quais 19 são de fora da Europa (12%), e, do total, 19 são estreantes, segundo a organização.

A secção “Invited”, uma plataforma de galerias emergentes que funcionam como um ´hub´ de pesquisa para artistas que questionam o formato tradicional destes espaços comerciais, reúne, nomeadamente, a Fridman, de Nova Iorque, a Office Impart, de Berlim, e a Suprainfinit, de Bucareste.

Anne Vierstraete, da direção da feira, aponta, num texto publicado na página ´online´ do certame, que “as galerias estão entusiasmadas com o regresso, após dois anos de intervalo devido à pandemia”.

“O sucesso da feira de arte de Antuérpia, em dezembro do ano passado, com 56 galerias e mais de 10 mil visitantes, motivou-nos a avançar com a retoma este ano, com segurança, dando a oportunidade de reunir galerias, artistas, curadores e colecionadores, para apresentarem as novas tendências na arte contemporânea”, sublinhou, no texto.

Alguns projetos estarão em foco na secção “Rediscovery”, nomeadamente obras do artista conceptual Vincenzo Agnetti, representado pela Galeria Osart, de Milão, trabalhos têxteis de Ayako Miyawaki, pela Frédéric Moisan, de Paris, e pintura de Serge Vandercam, através da Callewaert Vanlangendonck, na Antuérpia.

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