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5 Dezembro 2022

Primeiro-ministro vaiado na Feira do Livro

Clique para ampliar Teria sido uma visita cordial, marcada pelos sorrisos e pelos ‘passou-bens’, não fosse a manifestação de cerca de meia centena de ‘indignados’, que irromperam pela Feira do Livro de Lisboa dentro para gritar contra Passos Coelho. Justamente na altura em que o primeiro-ministro, acompanhado pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, terminava a visita ao espaço. A primeira e última, já que o evento, na 82ª edição, encerrou este domingo à meia-noite (com direito a uma hora extra).

A polícia, que nunca deixou de acompanhar o primeiro-ministro – com bastante discrição –, impediu os manifestantes de chegar perto de Passos Coelho, que até então tinha percorrido a Feira de alto a baixo com a mulher.

“Os livros fazem parte dos meus hábitos, embora agora tenha menos tempo para ler”, disse Passos Coelho, que comprou quase tantos livros quantos lhe ofereceram, falou com anónimos e ilustres e cumprimentou as senhoras das farturas.

Ao longo do percurso, teve encontros com gente conhecida – fez questão de cumprimentar Helena Sacadura Cabral, mãe do recentemente falecido Miguel Portas, ou António Lobo Antunes, que lhe respondeu um lacónico: “Muito obrigado”.

Luís Oliveira, editor da Antígona, aproveitou a visita para falar sobre o descontentamento que grassa entre os editores: mais de 50 terão junto o nome ao abaixo-assinado que pretende discutir novas datas e horários para a Feira do Livro de Lisboa.
“Temos aqui pessoas a trabalhar 12 horas por dia. Então, mas isto é a Idade Média?”, perguntou ao primeiro-ministro, acrescentando que os editores querem que a Feira de Lisboa se realize entre Maio e Junho, “para que se tire todo o partido dos relvados do Parque”.

Mas foi à saída que os indignados, reunidos no Parque Eduardo VII para o protesto internacional ‘Primavera Global’, fizeram ouvir a sua voz, para dispersar logo assim que Passos Coelho partiu.

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