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18 Agosto 2022

Primeira prémio Nobel da Medicina morreu aos 103 anos

Clique para ampliar A investigadora italiana Rita Levi-Montalcini, que venceu o prémio Nobel da Medicina em 1986 pela descoberta dos factores de crescimento das células nervosas, morreu este domingo aos 103 anos em Roma.

Considerada uma grande personalidade na medicina, a investigadora marcou a área pelas suas importantes descobertas sobre os neurónios.

Montalcini nasceu em Turim, no norte da Itália, a 22 de Abril de 1909 no seio de uma família judaica e aos 20 anos lançou-se nos estudos da medicina que conclui em 1936, prometendo então jamais “ter marido ou filhos” para se dedicar à investigação.

A promulgação por Mussolini, em 1938, das leis raciais discriminatórias, que impediam as carreiras académicas aos judeus, levam a jovem mulher a procurar a especialização em neurologia e psiquiatria.
Durante a II Guerra Mundial instalou um laboratório na cozinha onde fez experiências com embriões de galinhas.

O avanço das forças alemãs obrigou-a a fugir e refugiar-se em caves em Florença, onde se aproxima da Resistência e cura os doentes de tifo.

As suas descobertas em galinhas, feitas em condições precárias, valeram-lhe em 1947 um convite para a Universidade de Saint-Louis em Washington onde, durante 30 anos, prosseguiu uma carreira de investigadora e professora.

Em 1986 obteve o reconhecimento internacional ao receber o Prémio Nobel da Medicina pela descoberta revolucionária dos factores de crescimento das células nervosas, em colaboração com Stanley Cohen.

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