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18 Agosto 2022

Portugueses na América são os melhores embaixadores de Portugal

Clique para ampliar A comunidade portuguesa nos Estados Unidos pode “mostrar o valor de Portugal”, divulgando localmente a cultura, produtos e encorajando os norte-americanos a visitar o país, disse à Lusa o embaixador norte-americano em Lisboa.

Há dois anos à frente da Embaixada em Lisboa, o diplomata afirma que Washington tem enviado sinais da importância que dá às relações com Portugal, que estas não foram danificadas pelo contencioso da extradição de George Wright, e que a comunidade luso-americana pode ajudar a mostrar “o valor” de Portugal no seu país.

“A cultura portuguesa, para mim, é marcada por não ser particularmente agressiva, orientada para vendas. Nos Estados Unidos toda a gente está sempre a vender. Os luso-americanos que vivem aqui percebem melhor a cultura americana e podem ser úteis em sublinhar a importância e o valor que Portugal e produtos portugueses trazem para a América e encorajar os americanos a visitar Portugal”, disse à Lusa.

“A minha experiência foi que todas as pessoas que me visitaram em Portugal, e foram em grandes números, na maioria nunca tinham lá ido e saem prontos para se mudarem para Portugal, de tanto que gostam”, adiantou.

Além da antiguidade das relações entre os dois países, há 1,7 milhões de luso-americanos nos Estados Unidos e uma política externa de proximidade, nomeadamente no Conselho de Segurança.

O diplomata salienta ainda o facto de o Presidente da República, Cavaco Silva, ter sido recebido na Casa Branca no final do ano passado, algo que “não acontece todos dias”, e no caso de um chefe de Estado português não acontecia há algum tempo.

“Há coisas que, se olharmos como símbolos, vemos como Portugal é importante para os Estados Unidos”, adiantou.

Um caso em que os países estiveram em desacordo foi o da extradição de George Wright, um norte-americano naturalizado português condenado por homicídio e sequestro no seu país de origem.

O diplomata norte-americano afirma que não é possível “concordar com tudo”, mas que o contencioso não “mina em nada” a relação entre ambos os países.

“É uma história em que discordamos com Portugal na maneira apropriada de lidar com Wright, considerando os crimes que ele cometeu nos Estados Unidos. Está sob jurisdição portuguesa, podíamos ter lidado de maneira diferente, mas suspeito que o resultado não vai mudar”, adiantou.

Para já, o caso é considerado encerrado, mas a embaixada irá prestar todo o apoio ao Departamento de Justiça norte-americano, se este “escolher prosseguir de maneira diferente”.

Katz falou à Lusa em Nova Iorque, primeiro ponto de passagem de uma delegação de cerca de duas dezenas de empresários e gestores portugueses pela Costa Leste dos Estados Unidos, organizada pela Embaixada em Lisboa.

A delegação partiu hoje para Miami, depois de contactos de negócios em Nova Iorque e Nova Jérsia.

FONTE: Bomdia.lu

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