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Bruxelas
19 Agosto 2022

Portugueses deixam os carros na garagem

Clique para ampliar São cada vez menos os cidadãos que optam por utilizar o carro em Portugal. De acordo com os dados divulgados esta semana pela Comissão Europeia, o número de passageiros de transportes individuais por quilómetro – o indicador utilizado para fazer comparações internacionais – caiu duas vezes mais em Portugal do que a média europeia, entre 2009 e 2010.

Segundo a CE, o número de passageiros por quilómetro no país desceu 2,7%, para 83,7 milhões num ano. Foi a sétima maior queda dos 27 países que compõem a União Europeia.

Contudo, a utilização do transporte individual continua no topo dos hábitos dos portugueses, representando 84,1% das deslocações efectuadas._A média da União_Europeia é 80,8%.

Em alternativa, 10,6% dos portugueses deslocaram-se de autocarro, 4,1% de comboio e 1,1% de metro ou eléctrico. A utilização do autocarro, que vinha a cair desde 2000, aumentou 1,3% para 10,6 milhões de passageiros-quilómetro.

Os dados divulgados por Bruxelas demonstram que Portugal é o país da União_Europeia a 27 onde a extensão das auto-estradas mais cresceu nos últimos 20 anos. No final de 2009 existiam 2.705 quilómetros de auto-estradas, um valor 860% superior ao registado em 1990 (316 quilómetros).

Apenas Espanha,_Alemanha, França, Itália e Reino Unido possuem uma extensão de auto-estradas maior do que Portugal. Itália tem cerca do dobro dos quilómetros de auto-estradas, mas tem seis vezes mais habitantes. O_Reino Unido tem três vezes mais habitantes do que Portugal e apenas mais 1.000 quilómetros de auto-estrada.

Assim, não é de espantar que os portugueses sejam dos povos que mais carros possuem. Para percorrerem as auto-estradas, estão registados 4,5 milhões de carros, uma subida de 2,1 milhões de viaturas em vinte anos.

Mas a crise financeira está a alterar os hábitos. A utilização do automóvel está a ser afectada pelos constrangimentos financeiros da população e pelo aumento do preços dos combustíveis. O número de automóveis novos comprados está a bater mínimos históricos, com o mês de Junho a registar as vendas mais baixas desde 1988.

FONTE: Bomdia.lu

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