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8 Agosto 2022

Polónia: Seleção recebida em ambiente de loucura

Clique para ampliar A palavra “loucura” pode ser usada nos mais variados contextos, mas em Opalenica, na Polónia, onde a seleção portuguesa está instalada durante o Euro2012, “loucura” significa paixão por futebol e, acima de tudo, por Portugal.

Se o dicionário define loucura como extravagância, Pedro Gomes está em Opalenica para provar que há “extravagâncias” que podem durar mais de uma década.

“Vim de propósito não só para ver o treino, mas todos os jogos em que Portugal estiver presente”, contou à Lusa enquanto via o primeiro treino da equipa das “quinas” em solo polaco.

Pedro Gomes admite que se fosse só uma loucura “até seria saudável”, mas “o pior” é que as loucuras já se sucedem, de dois em dois anos, desde 2000, ano em que Portugal chegou às meias-finais do Europeu, organizado por Bélgica e Holanda.

“Tenho acompanhado sempre a seleção quando está presente [nas fases finais] e esta é mais uma delas”, acrescentou. O adepto português está confiante nas chances de Portugal e até acha que, contra a Turquia e a Macedónia, a seleção fez “bluff”.

“Estamos no chamado grupo da morte. Se conseguirmos passar e chegar aos quartos de final, a partir daí não há limites”, disse o homem que “há muito tempo” anda à espera de ver Portugal sagrar-se campeão.

Nas loucuras Pedro Gomes é acompanhado pelo primo Paulo Dias. A expetativa para ver a seleção é tanta que o emigrante na Alemanha, habituado à livre circulação no espaço Schengen, se esqueceu do passaporte em casa e não tem como entrar na Ucrânia, mais concretamente em Lviv, onde Portugal se estreia no Euro2012, no sábado, com a Alemanha.

“Só trouxe o bilhete de identidade e estou agora a telefonar para ver se consigo que me mandem o passaporte de expresso para aqui, para chegar cá amanhã [quarta-feira] até ao meio-dia, para poder seguir caminho para a Ucrânia”, explicou à Lusa.

Para Paulo Dias, é sempre a sofrer pela e com a seleção, mesmo nos melhores momentos – “o 3-0 à Alemanha no Europeu em 2000 foi uma grande festa, que não estávamos à espera” – proporcionados pelos melhores jogadores – “Não foi o Cristiano Ronaldo. Na seleção fica sempre a baixo. O melhor jogador é difícil, mas talvez o Pepe”.

Neste Euro, o emigrante português acredita que, “se tiverem o espírito do coletivo e de equipa”, os representantes lusos podem chegar longe. “Mas, se o não tiverem, nem o apuramento para os quartos vamos conseguir”, completou.

Marcelo Martins tem esperança de ver Portugal na final, um feito que, quem sabe, o levaria a cometer uma loucura maior do que fazer a ligação de cerca de 50 quilómetros entre Poznan e Opalenica para ver o primeiro treino da equipa das “quinas”.

Esta curta viagem, pelo menos, valeu a pena pela surpresa que reservou: “Estão a jogar muito. Estou a gostar muito. É melhor do que se estivessem a dar passes”.

E no final, a estreia de Marcelo Martins com a seleção – “é a primeira vez que os vejo” – deixou-o assumidamente muito feliz.

FONTE: Bomdia.lu

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