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5 Dezembro 2022

Pisco: Governo está a asfixiar consulados europeus

Clique para ampliar O deputado socialista português eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco, afirmou que o Governo português tem provocado “uma asfixia intolerável dos postos consulares por toda a Europa”.

No final de uma visita aos consulados honorários de Orleans e Tours, em França, Paulo Pisco disse à Lusa que o número de funcionários é cada vez mais reduzido, os trabalhadores estão cada vez “mais sobrecarregados” e, “porque têm mais trabalho e ganham cada vez menos”, estão “cada vez mais desmotivados”.

Na opinião do socialista, a situação é “verdadeiramente insustentável” e põe fim à “noção de serviço público que o Governo e o Estado português devem ter relativamente aos portugueses que vivem fora do país”.

“Aquilo que desejo é que o secretário de Estado e o Governo não estejam a utilizar as presenças consulares como uma forma de vir a destruir a rede consular. Não há nada que possa substituir a presença de uma rede consular fixa, porque é ela que está em contacto mais direto com toda a nossa comunidade. E em todos os sítios de França, particularmente, a nossa comunidade tem vindo a aumentar”, acrescentou.

Para Paulo Pisco, “percebe-se claramente que, paralelamente à valorização das presenças consulares, tem estado a haver uma asfixia intolerável dos postos consulares um pouco por toda a Europa”.

O socialista esteve em França entre sábado e hoje, em contactos com a comunidade e em visita aos consulados honorários de Portugal em Orleans e em Tours, que se situam, respetivamente, a cerca de 150 e 250 quilómetros da capital francesa.

Nesses dois postos, considerou, “a situação é mais difícil a cada dia, porque há cada vez mais portugueses a chegar a estas regiões e porque os funcionários estão numa situação surreal: [estão] um mês [nesses postos] e outro mês em Paris”, tendo a seu cargo as despesas de deslocação.

“O Governo deve olhar para as necessidades materiais e humanas desses postos, porque não pode haver, como já aconteceu no passado recente, a [sua] destruição. [Esta situação] representa para estes funcionários uma perda salarial acrescida e não faz nenhum sentido. O que fazia sentido era que esses consulados fossem dotados de [um número de] funcionários adequado”, concluiu.

FONTE: Bomdia.lu

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