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11 Agosto 2022

Pisco alerta governo para degradação do ensino

Clique para ampliar O deputado socialista Paulo Pisco enviou uma pergunta ao Governo na qual critica a “degradação da qualidade do ensino de português no estrangeiro”, que, segundo afirma, contará com menos horas e mais alunos por turma.

Na pergunta o deputado eleito pelo círculo eleitoral da Europa, dirige-se ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, referindo que “a forma como os horários foram organizados e distribuídos” vai no sentido “de uma degradação da qualidade do ensino”.

Na opinião de Paulo Pisco, “a novidade mais preocupante” da rede de cursos do ensino de português no estrangeiro para o ano letivo 2012/2013 é o corte de “pelo menos uma hora de aulas” em “todos os cursos”, o que o leva a perguntar ao executivo como pretende “melhorar a qualidade do ensino (…) quando grande parte dos alunos terá pelo menos, sensivelmente, menos quarenta horas de aulas”.

Ao mesmo tempo, realça, “uma vez que haverá menos professores a ensinar este ano, cada um terá muito mais alunos por turma e muito mais níveis de ensino por sala de aula para conseguir ter o seu horário completo, havendo mesmo casos de grande dispersão em que dão aulas a oito níveis diferentes”.

Ao contrário de anos anteriores, “em que cada professor tinha em média cerca de 100 alunos, para este ano a grande maioria dos professores do 6.º ano e do secundário terá mais de 170 alunos”, compara.

Na pergunta, Paulo Pisco escolhe o exemplo concreto da Suíça – onde, “a meio do ano, 20” professores foram despedidos -, para assinalar que, no ensino secundário, há, “no mesmo nível, alunos com duas horas e outros com três horas semanais, uma desigualdade inaceitável”.

O mesmo país sofre da “agravante de os professores estarem a sofrer com uma brutal degradação salarial”. O deputado refere casos em que “professores com experiência e antiguidade” viram “reduzido o horário, mas a quem foram dados mais de 140 alunos, portanto, com muito mais trabalho e muito menos salário”.

O deputado pergunta ao Governo se tenciona “corrigir as situações verificadas na Suíça quanto ao número de horas diferentes para o mesmo nível e dos horários atribuídos aos referidos professores”.

FONTE: Bomdia.lu

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