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Bruxelas
4 Dezembro 2022

Paulo Bento: Não fomos inferiores à Alemanha

Clique para ampliar No final do jogo com a Alemanha, Paulo Bento comentou assim a derrota aos microfones da RTP:

“Perdemos porque não fomos eficazes, mas não fomos nada inferiores à Alemanha. O resultado é de todo injusto. Faltou-nos eficácia e sorte. Tivemos uma segunda parte melhor, de muito bom nível. A nossa estratégia não mudou da primeira para a segunda parte. Tivemos um pouco mais de acerto na construção do nosso jogo, saímos melhor para o contra-ataque e ataque”.

E insistiu: “Mesmo após o golo deles, acabámos por dominar, não permitindo à Alemanha transitar com muito perigo. Na segunda parte, a Alemanha praticamente não criou uma oportunidade”.

Sobre a arbitragem considerou que “errou mas em situações normais de jogo, mas não me pareceu com influência no resultado, apenas em algumas decisões. Não foi pelo árbitro”.

Quanto ao futuro: “Agora, pensaremos no jogo da Dinamarca (quarta-feira), que tem três pontos. É um jogo em que naturalmente temos uma pressão diferente da deste jogo. Estamos a falar em defrontar à segunda jornada uma equipa com três pontos e nós com zero. Vamos tentar continuar o nosso caminho, jogar bem e trabalhar para sermos mais eficazes e procurar a felicidade que nos tem faltado nos últimos jogos”.

Por seu lado, Nani: “Tivemos pouca sorte, com duas bolas em que poderíamos ter marcado, no fim, e uma bola à trave, na primeira parte. Tivemos um pouco de azar, mas estamos de parabéns. Vamos continuar a pensar positivo, pois ainda temos dois jogos”.

Ronaldo: “Em 2004, também começámos a perder e fomos à final”

O “capitão” da seleção portuguesa de futebol, Cristiano Ronaldo, lamentou a falta de sorte frente à Alemanha (0-1), no arranque no Euro2012, mas lembrou em que, em 2004, Portugal começou a perder e foi à final.

“A equipa esteve bem. Estamos tristes pelo resultado, mas não pela exibição. Todos vimos que estivemos melhor. Há que levantar a cabeça, a exemplo do Euro2004, em que começamos a perder e fomos à final”, afirmou o jogador do Real Madrid.

Cristiano Ronaldo lembrou que “na segunda parte, a Alemanha praticamente só teve uma oportunidade de golo”, enquanto Portugal atirou “duas bolas à barra” e construiu “oportunidades flagrantes”.

“Tivemos muito azar. O clima é de muita frustração, porque sabemos que merecíamos algo mais do que uma derrota. No mínimo, vitória ou empate”, afirmou o “7” luso.

A formação lusa ficou em “branco” pela terceira vez nos últimos quatro jogos (0-0 na Polónia e 0-0 com a Macedónia, em jogos de preparação), mas, de acordo com Cristiano Ronaldo, é a falta de sorte que explica estes “nulos”.

“É preciso melhorar (a finalização). Já há alguns jogos que temos vindo a jogar bem, mas não temos conseguido finalizar. Não é por falta de eficácia, o fator principal tem sido falta de sorte, também necessária no futebol e nestas competições ainda mais”, frisou o “capitão” da formação das “quinas”.

Face ao desaire a abrir, em Lviv, Portugal está agora, praticamente, obrigado a vencer a Dinamarca (1-0 à Holanda), num embate marcado para quarta-feira, no mesmo local.

“No próximo jogo, vamos entrar moralizados, pois a vitória é fundamental. Se continuamos a jogar assim, temos todas as chances para isto mudar de rumo. Não vai ser sempre bolas no poste, na barra, não marcar”, frisou.

Cristiano Ronaldo disse que também o seu treinador no Real Madrid, José Mourinho, está confiante no apuramento de Portugal para os quartos de final.

“Também está muito confiante. Sabe que Portugal esteve bastante bem. Estava muito confiante e deu-nos força para os próximos jogos”, disse o jogador “merengue”, depois de falar com o seu técnico, que assistiu ao encontro.

FONTE: Bomdia.lu

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