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11 Agosto 2022

Passos Coelho admite possibilidade de correção

Clique para ampliar O primeiro-ministro admitiu esta terça-feira a possibilidade de Portugal ter mais um ano para rever as metas do défice e reafirmou que o Governo não quer nem mais tempo nem mais dinheiro para cumprir o programa de ajustamento.

“Portugal não quer mais tempo nem mais dinheiro para cumprir o seu programa de ajustamento. Nós tencionamos concluir o programa de assistência económica até junho de 2014 com o envelope financeiro que estava destinado desde o início”, afirmou.

Questionado sobre se Portugal irá rever as metas do défice, Passos Coelho disse que “é muito possível” que essa matéria seja discutida nas reuniões da sétima avaliação regular do programa de ajustamento financeiro com a “troika”.

“O ano passado, no decorrer da quinta avaliação, tivemos a possibilidade de ter um ano mais para ajustar o défice do Estado, e é muito possível que essa matéria esteja novamente em discussão e provavelmente não estará só em Portugal”, disse.

Pedro Passos Coelho falava no final de uma visita ao Salão Internacional do Setor Agroalimentar e Bebidas, que decorre no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Passos Coelho frisou que durante a avaliação trimestral, serão vistos “com detalhe os números do lado da economia e do lado da execução orçamental” para saber “qual é a melhor solução a adotar” e remeteu para declarações que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, fez sobre a matéria na semana passada.

Vítor Gaspar afirmou no Parlamento que “é razoável conjeturar” que a Comissão Europeia ponderará “em tempo oportuno” propor aos ministros da Economia e Finanças da União Europeia o “prolongamento por um ano concedido a Portugal para corrigir a situação do défice orçamental excessivo”.

Passos Coelho sublinhou que “se é verdade que há mais dificuldade” para cumprir as metas inicialmente traçadas “como há em Espanha, em França e noutros países”, também “é verdade” que Portugal tem “um crédito muito grande”.

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