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26 Novembro 2022

Paralímpicos: Portugal tem mais medalhas que nos Olímpicos

Clique para ampliar Portugal sai dos Jogos Paralímpicos Londres2012, marcados por um aumento acentuado do nível competitivo, com a prestação “menos medalhada” de sempre, com três subidas ao pódio e 16 diplomas.

Numa edição em que se ouviram críticas dos atletas lusos aos atrasos no pagamento das bolsas, e ao facto de estarem a competir com atletas profissionais, Portugal saiu, pela primeira vez, sem medalhas de ouro.

No boccia, modalidade que costuma “dar” várias medalhas, Portugal conquistou prata e bronze, com um nome em evidência: José Macedo.

O atleta do Sporting de Braga conseguiu a medalha de prata em pares BC3, juntamente com Luís Silva e Armando Costa, e arrecadou o bronze na prova individual.

João Paulo Fernandes, campeão paralímpico em Atenas2004 e Pequim2008, não chegou aos jogos decisivos de discussão das medalhas, nos quais marcaram presença vários atletas brasileiros e asiáticos, oriundos de novas potências da modalidade.

No atletismo, sem o vice-campeão paralímpico de Pequim2008 Luís Gonçalves, afastado devido a doping, foi Lenine Cunha o único a subir ao pódio para receber o bronze no salto em comprimento F20 (deficiência intelectual), numa seleção com 15 atletas, que conseguiram quatro diplomas.

A estreante Inês Fernandes ficou à porta das medalhas no lançamento do peso e nenhum atleta conseguiu assegurar presença nas finais que foram antecedidas de eliminatórias.

Na natação, João Martins não conseguiu repetir os bronzes de Atenas2004 e Pequim2008, terminando em quarto a final dos 50 metros costas S1, e colocando ponto final numa carreira de 20 anos, enquanto Simone Fragoso, Adriano Nascimento e David Grachat marcaram presença em finais, os dois últimos com recordes nacionais.

No remo, Filomena Franco foi quarta na final B de single scull, resultado que, admitiu, poderá vir a ditar o abandono da alta competição, devido à descida de um nível na bolsa de preparação.

Sara Duarte foi nona na prova de paradressage standart e 15.º no estilo livre, e também manifestou a intenção de refletir sobre a continuidade e preparação dos Jogos Paralímpicos2016.

Entre a comitiva, composta por 30 atletas, o aumento do nível competitivo, com cada vez mais profissionais, foi uma das evidências mais notadas pelos portugueses.

Num ciclo paralímpico negociado pela primeira vez a quatro anos, com um valor total de 1,9 milhões euros, o atraso no pagamento das bolsas, cujo valor varia entre 450 e 161 euros, foi um dos motivos de queixa dos atletas lusos.

Portugal, que soma agora 88 medalhas em Jogos Paralímpicos, termina a competição no 63.º lugar do ranking do quadro de medalhas, liderado pela China, que deixa Londres com 231 medalhas: 95 ouro, 71 de prata e 65 de bronze.

FONTE: Bomdia.lu

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