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26 Novembro 2022

Para onde caminham os Gato Fedorento

Clique para ampliar Será 2013 o ano do fim dos ‘Gato Fedorento’? O quarteto humorístico está fora da televisão, enquanto grupo, desde 2009, quando apresentou ‘Esmiúça os Sufrágios’, na SIC, e a única ligação profissional que os seus elementos mantêm entre si é o contrato publicitário com a Portugal Telecom, que termina em breve.

Ao que a Correio TV apurou, e apesar de ainda ser hipótese a renovação do acordo, é possível que os ‘Gato’ deixem de ser a imagem do Meo. As negociações prometem ser duras. É que os humoristas foram fundamentais na conquista de notoriedade do Meo, mas a sua ausência da TV nos últimos três anos diminuiu a sua própria popularidade, como, sabe a Correio TV, indicam alguns estudos de mercado feitos pela PT. Além disso, a dona do Meo tem pago os ‘Gato’ a peso de ouro: cada um recebeu da operadora cerca de 560 mil euros por um contrato de dois anos, para 2009 e 2010. Ricardo Araújo Pereira, em 2011, quando participou num encontro organizado pelo Instituto Português de Administração de Marketing, disse mesmo que “o contrato com a PT era irrecusável”. “Estão a pagar a universidade das minhas filhas e elas ainda estão na primária”, afirmou.

Caso não haja acordo com a PT, será que o quarteto está disposto a regressar à televisão de forma regular? Se o fizer, será uma mudança na estratégia seguida nos últimos anos, em que cada um se vê concentrado em carreiras individuais.

“Gostaria que estivessem a fazer televisão, mas eles tomaram esta opção [de estarem afastados]”, diz à Correio TV Luís Marques, diretor-geral da SIC, envolvido na transferência do quarteto para a RTP, em 2005, e no regresso à SIC, em 2008.

Nuno Santos, que levou os ‘Gato’ da SIC para a RTP 1 e que, quando regressou a Carnaxide, convenceu o quarteto a fazer o mesmo caminho revela à Correio TV que tentou que os humoristas continuassem na TV, mas estes recusaram. “Já quando estava na RTP percebi que não queriam fazer televisão de forma muito regular. Depois do ‘Esmiúça’, mostrámos abertura para eles voltarem.” Santos revela ainda que fez uma última abordagem quando assumiu a direção de Informação da RTP. “Tentei novamente. Disseram que não era altura”, conta. Sobre um eventual retorno, não faz prognósticos, diz apenas que, se “decidirem regressar, será um acontecimento”. “Acho que não têm essa vontade no imediato. Mas está sempre em aberto a possibilidade de eles voltarem”.

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