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10 Agosto 2022

Os novos caloiros do curso de Medicina

Clique para ampliar São craques a tirar notas, mas recusam o epíteto de marrões. Os futuros doutores trabalham a sério e apostam na genética.

A entrada no espaço marmóreo do Teatro Anatómico da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa não intimida Miguel Santos e Ana Canastra, entusiasmados com a primeira visita à sala de dissecação de cadáveres onde vão passar parte dos próximos seis anos. São dois dos alunos que entraram em Medicina, curso que continua a liderar o top das notas mais altas. Ainda assim, este ano foi mais fácil o acesso: médias de 19,7 e 17,4 separam os futuros doutores, espalhados pelos cursos que existem em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Covilhã. Em comum têm um destino traçado por serem alunos excecionais: uns com verdadeira paixão, outros vocacionados para a investigação.

AS MÉDIAS MAIS ALTAS
Miguel Santos, 18 anos, sempre quis ser médico. “Sinceramente, não me lembro de querer ser outra coisa”, confessa com sorriso tímido o aluno que lidera a lista. A média de 19,7 não é fácil de igualar e, para cumprir o objetivo, desistiu do ténis de competição. Filho de engenheiros químicos, Miguel estudou na escola privada St. Julians, em Carcavelos, onde concluiu o IB (Internatinal Baccalaureate), programa de ensino internacional. O trabalho foi árduo: “Fiz 15 exames, por vezes mais do que um por dia e muitas vezes fiquei em casa em vez de sair com os amigos. Alcancei esta média com uma mistura de muita atenção nos exames e muito trabalho em casa”. Mas o mais importante, diz, “é definir um objetivo e trabalhar para isso. Há mesmo muito trabalho, aqui”, explica.

Aos 15 anos, Miguel já sabia o que queria. Passou um trimestre no ABLA, centro de dia para crianças de Carcavelos e 15 dias no Hospital da Luz a seguir médicos, “para ter a certeza da escolha”. Escolheu a Universidade Nova de Lisboa por ser “aquela onde o trabalho hospitalar começa mais cedo, o ambiente é melhor e há menos competição entre os alunos”. Mas podia ter sido outro o seu destino. Miguel entrou na Universidade de St. Georges, em Londres, mas preferiu Lisboa. “Foi uma decisão familiar, aqui é mais barato e, para já, não penso sair. Ainda não sei que especialidade vou escolher, sei que o meio hospitalar é de grande exigência e nunca se sabe como vai correr”.

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