6.8 C
Bruxelas
27 Novembro 2022

Novo mandado de detenção contra Vale e Azevedo

Clique para ampliar As autoridades judiciais portuguesas emitiram um novo mandado de detenção europeu contra João Vale e Azevedo, ex-presidente do Benfica, que se encontra a aguardar a decisão de extradição em liberdade, em Londres.


Em resposta a pergunta da agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) refere que o mandado de detenção europeu foi emitido pela “4.ª Vara Criminal de Lisboa no dia 9 de junho de 2011”.

A PGR sublinha que esta nova determinação escrita emanada pelas autoridades portuguesas “substituirá o mandado de detenção que se encontra em execução no Reino Unido” e que foi “emitido pela 5.ª Vara Criminal de Lisboa”.

O mandado de detenção emitido a 9 de junho de 2011 “foi traduzido na PGR”, que esclarece que a Eurojust, organismo de cooperação judiciária entre estados da União Europeia, “tem acompanhado o caso”.

João Vale e Azevedo permanece no Reino Unido sob termo de identidade e residência, com o passaporte retido e impedido de viajar para o estrangeiro até à conclusão do processo de extradição, nos tribunais britânicos há três anos.

A primeira sessão no tribunal londrino para decidir o pedido de extradição das autoridades portuguesas reporta-se a 08 de julho de 2008 e a próxima audiência ainda não tem data marcada, pelo que Vale e Azevedo aguarda em liberdade.

A decisão de extradição, para que o ex-presidente do Benfica cumpra pena de prisão efetiva no caso Dantas da Cunha, foi adiada por sete vezes. A última vez que Vale e Azevedo compareceu em tribunal foi a 28 de setembro de 2010.

Pela venda de um imóvel no Areeiro, Vale e Azevedo foi condenado a sete anos e seis meses de prisão efetiva pelos crimes de falsificação e burla qualificada.

O primeiro mandado de detenção europeu foi emitido a 11 de junho de 2008 e o segundo a 03 de dezembro de 2008. Os advogados de Vale e Azevedo apresentaram um recurso à extradição junto do Tribunal Superior de Justiça britânico.

Vale e Azevedo também foi condenado em 2007 a cinco anos de prisão efetiva no caso Ribafria e a uma pena única de seis anos de prisão efetiva nos casos Ovchinnikov e Euroárea, este relacionado com a venda simulada dos terrenos sul do Benfica, na Luz, por cinco milhões de euros.

Advogado de profissão (suspenso por dez anos), João Vale e Azevedo foi presidente do Benfica de 03 de novembro de 1997 a 31 de outubro de 2000.

Bomdia.lu

Artigos relacionados

Últimos artigos