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30 Novembro 2022

Nova Zelândia: Carro de portuguesa engolido por buraco após sismo

Clique para ampliar Uma portuguesa residente em Christchurch, na Nova Zelândia, descreveu esta segunda-feira à Lusa os momentos de pânico que viveu com a sua família quando o carro em que viajavam foi parcialmente engolido por um buraco criado depois do sismo que abalou a região.


Elia Ribeiro, que viveu o sismo de 6,3 graus de fevereiro, voltou a ser apanhada pelos três abalos que afetaram a cidade neozelandesa, incluindo um de 6 graus, que causou pelo menos 10 feridos.

Segundo explicou, estava em casa com o marido e a filha mais nova, de dois anos, quando se sentiu o abalo mais forte que “voltou a deitar tudo para o chão em casa”.

Decidiram ir à escola buscar os três filhos mais velhos quando o carro foi apanhado por um buraco, explicou, contactada telefonicamente em Christchurch, onde vive com o marido, hispano-australiano, e os quatro filhos (três rapazes de 15, 11 e 8 anos e uma menina de dois anos).

Estava a caminho da escola do mais velho, já com os mais novos no carro quando o incidente ocorreu.

“A estrada estava cheia de água, mas estavam carros a passar. De repente o nosso carro (um 4×4) parece que caiu num buraco de lama, no meio da estrada”, explicou.

“Saíamos pela porta de trás com a ajuda de quem estava por ali”, afirmou.

O incidente resultou de um fenómeno natural causado pela água do mar, que com a pressão abre fissuras na crosta da ilha, empurrando lama para a superfície e criando buracos que funcionam depois como ‘aspiradores’.

Depois do pânico que viveu em fevereiro, quando foi apanhada pelo sismo de 6,3 graus – um dos mais fortes registados na Nova Zelândia – Elia Ribeiro reagiu desta vez com mais humor, apesar de admitir medo.

“Caiu tudo cá em casa. Outra vez. Estou a transformar-me numa especialista de limpeza pós-tremores de terra”, afirmou, recordando que é o segundo grande sismo que vive desde que se mudou para Christchurch, em dezembro do ano passado.

“Vamos lá a ver o que faço se houver outro. Mas também não podemos abandonar a nossa vida aqui assim. Gostamos de viver cá”, explicou.

A imprensa local refere que os sismos desta segunda-feira foram os mais fortes desde o de 22 de fevereiro, que causou 181 mortos.

Vários edifícios já danificados em fevereiro voltaram a ser atingidos pelo sismo, muitos dos quais foram evacuados pelas autoridades.

Bomdia.lu

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