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30 Novembro 2022

Mourinho: Sou um gestor de recursos humanos

Clique para ampliar José Mourinho defendeu esta segunda-feira que o melhor que qualquer equipa dos campeonatos italiano, alemão, inglês ou holandês podia aspirar na Liga espanhola de futebol “era o terceiro lugar, atrás do Real Madrid e do FC Barcelona”.

“A rivalidade entre o Real Madrid é verdadeira e histórica e decorre do poder futebolístico que ambos têm”, respondeu, em entrevista à SIC, o treinador português, quando questionado sobre se essa rivalidade era real ou produto de marketing.

Para técnico do Real Madrid, essa rivalidade “obriga os dois clubes a serem melhores” e que a mesma “só se atenua quando um deles está mais fraco do que o outro”, situação que não acontece neste tempo, no qual ambos vivem “um período de grande fulgor, lutando pelas posições mais importantes do futebol mundial”.

Questionado sobre a designação de “special one” com que é conhecido no mundo do futebol, Mourinho remeteu-a para os tempos em que treinou no futebol inglês, onde alcançou o sucesso.

“As coisas correram-me bem em Inglaterra, continuam a correr bem, o que me faz sentir especial e que os outros também achem que o sou. Ganhei as três Ligas mais importantes da Europa e, digam mal ou bem, fui o único a consegui-lo”, lembrou.

De resto, Mourinho confessou ser hoje, do ponto de vista profissional, uma pessoa “menos egoísta e egocêntrica”, que “usufrui muito mais do que um jogador pode alcançar em determinadas situações ou do que um clube pode atingir em termos de objetivos”.

“Como já ganhei tudo a nível individual, sou muito mais virado para os outros”, referiu Mourinho, que confidenciou “nunca” lhe ter passado pela cabeça que a sua carreira no futebol “viesse a ter a dimensão que hoje tem”, apesar de sentir que “tinha capacidade para chegar longe”.

Seja como for, relembra que a sua carreira “não foi um salto do zero para o oitenta”, que as etapas se “foram sucedendo” e que cada uma delas o “preparou para a etapa seguinte”, dando o exemplo da conquista da Liga dos Campeões pelo FC Porto, que lhe deu acesso “a experiências e culturas diferentes” que fazem dele hoje, à beira dos 50 anos, “um treinador mais rico”.

José Mourinho revelou ainda que era “bom aluno de matemática” e que um treinador, sendo “a soma de muitas qualidades, é, essencialmente, um gestor de recursos humanos”, e que a história dele ser considerado o melhor treinador do mundo “é relativa”.

“É algo que não me preocupa ou absorve. Ganhar ou não a Bola de Ouro não me faz pensar de maneira diferente. Se não ganhar o troféu em 2012 não mudará o que penso de mim próprio”, observou Mourinho, numa fase da sua carreira em que confessa sentir “mais necessidade de fazer coisas pelos outros” para pagar o que lhe “foi dado – e que foi muito”.

FONTE: Bomdia.lu

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