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18 Agosto 2022

Luxemburgo: 14 emigrantes portugueses despejados

Clique para ampliar Catorze portugueses residentes em habitações sociais no Luxemburgo serão despejados até ao final do ano, alertou esta quarta-feira o Bloco de Esquerda (BE), que questiona o Governo português sobre o que tenciona fazer para ajudá-los.

Numa pergunta dirigida ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, o deputado do BE Pedro Filipe Soares alerta que os 14 portugueses, que vivem no “Foyer des Travailleurs” (Casa de Trabalhadores) de Bonnevoie, são trabalhadores da construção civil, alguns deles desempregados e outros com empregos precários, e foram notificados para saírem até 31 de dezembro.

“A obrigação de saída, em pleno inverno, dá conta da desumanidade desta decisão, num momento de enorme crise no sector e das férias de inverno na construção, o que implica também um período de menor rendimento”, escreve o deputado bloquista.

Recordando que alguns dos portugueses em causa “são moradores do foyer há mais de vinte anos”, Pedro Filipe Soares sublinha que os seus rendimentos não lhes permitem qualquer alternativa.

“Os moradores dos foyers pagam 400 euros por um quarto duplo, o que compara com o aluguer de um estúdio, que não é possível de ser alcançado por menos de 800 euros mensais”, explica.

Segundo o deputado, o número de portugueses afectados poderá aumentar, já que o “Foyer des Travailleurs” de Bonnevoie é apenas uma das três residências sociais para trabalhadores estrangeiros com dificuldades económicas geridas pelo Gabinete Luxemburguês de Acolhimento e Integração (OLAI) e a ministra da tutela já terá avisado que a ordem de despejo é para aplicar a todos os “Foyers”.

Habitações sociais construídas há 40 anos para acolher a primeira vaga de imigração portuguesa, os três “Foyers” geridos pelo OLAI albergam mais de 250 pessoas, a grande maioria portugueses.

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