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10 Agosto 2022

Lugar vazio por Xiaobo

Clique para ampliar Uma cadeira vazia representou ontem, em Oslo, Noruega, Liu Xiaobo, dissidente chinês, preso em Pequim e impedido de se fazer representar na cerimónia de entrega do prémio Nobel da Paz, que este ano distinguiu a sua luta pela liberdade.


No discurso de agradecimento, lido pela actriz Liv Ullmann, Xiaobo, professor de literatura de 54 anos, condenado por subversão a uma pena de onze anos, afirmou: “Não tenho inimigos nem ódios”. Pela primeira vez desde que, em 1936, Hitler boicotou Ossietzky, o prémio não foi entregue por falta do premiado ou de representante.

A China, recorde-se, fez tudo para boicotar a distinção: colocou em prisão domiciliária a mulher de Xiaobo, impediu que os seus representantes estivessem em Oslo e conseguiu que 20 dos 65 países convidados faltassem à cerimónia, que foi ‘silenciada’ na China.

Estratégia de pressão seguida por Cuba, cujo governo não permitirá, também, que o recém-libertado dissidente Guillermo Farinas vá a Estrasburgo receber o prémio Sakharov.

in correiodamanha.pt

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