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17 Agosto 2022

Londres: Dia cinzento no céu e entre os portugueses

Clique para ampliar A qualificação de Pedro Fraga/Nuno Mendes para as meias-finais, no remo, e a estreia vitoriosa de Marcos Freitas, no ténis de mesa, animaram domingo o dia dos portugueses nos Jogos Olímpicos, cinzento como o céu de Londres.

No campo da desilusão, a maior veio da judoca Joana Ramos, que não passou do primeiro combate na sua estreia olímpica, enquanto Tiago Venâncio e Ana Rodrigues seguiram a tendência dos restantes nadadores, com eliminações imediatas, e João Monteiro ficou-se pela segunda ronda no ténis de mesa.

No plano de água de Eton Dorney, Pedro e Fraga e Nuno Mendes cumpriram o primeiro objetivo, ao colocarem o double scull peso ligeiro nas “meias” de quinta-feira, graças ao segundo lugar na primeira série das eliminatórias, atrás dos italianos Pietro Ruta e Elia Luini, e agora querem ir mais além, embora saibam que “a luta é muito apertada” para entrar na Final A, que seria um bom resultado.

É o que pensa Nuno Mendes, sublinhando que a dupla portuense encontra-se “no melhor momento de forma da época” e quer “aproveitar isso” para estar entre os seis finalistas do torneio, melhorando o oitavo lugar (com diploma) de Pequim2008.

Um pouco mais tarde, depois de várias despedidas prematuras, Marcos Freitas apurou-se para a terceira ronda de singulares masculinos no ténis de mesa, com uma vitória segura sobre o nono classificado de Atenas2004, o dominicano Ju Lin, por 4-0 (11-6, 11-5, 12-10 e 11-3), resumida em 27 minutos.

“Correu muito bem, não estava a espera que fosse tão fácil. Ele é um grande jogador, mas tenho que destacar a minha preparação e a do meu treinador, que a nível tático esteve excelente”, afirmou Freitas, de 24 anos, à agência Lusa. O madeirense, 31.º do “ranking” mundial, terá agora uma tarefa bastante mais complicada na segunda-feira, frente ao sul-coreano Sangeun Oh, sétimo cabeça de série e 11.º da hierarquia.

Igualmente sob o teto do ExCel Centre, e depois de o também mesatenista João Pedro Monteiro (39.º) ter sido eliminado na segunda ronda, perdendo por 4-2 (2-11, 11-8, 11-9, 11-6, 6-11 e 12-10) com um jogador menos cotado, o australiano William Henzell (130.º), veio o desaire da judoca Joana Ramos no judo (-52 kg).

Após ter falhado a presença em Atenas2004, apesar dos mínimos, e em Pequim2008, sem apuramento, a judoca de Coimbra via a participação em Londres como a prova da sua vida, mas não passou mais de dois minutos e meio sobre o “tatami”, perdendo por “ippon” com a francesa Priscilla Gneto (medalha de bronze), para terminar em nono sem ganhar um combate.

“Eu quis demais, senti que podia ganhar e fui precipitada. E, no judo, basta uma questão de segundos para nos surpreenderem”, disse a judoca do Sporting, que vinha de um promissor quinto lugar nos Mundiais de 2011.

Os primeiros sinais do dia foram pouco animadores, face ao resultado da atiradora Joana Castelão, que terminou a qualificação de pistola de ar comprimido a 10 metros no 15.º lugar, com 381 pontos (95+98+96+92), menos quatro do que a russa Liubov Yaskevich, oitava e última apurada.

À medida que as nuvens enegreceram e largaram os primeiros aguaceiros sobre Londres, a jornada lusa ensombrou-se também na natação. Tiago Venâncio, sétimo na sua série, não passou das eliminatórias dos 200 metros livres, ficando pelo 34.º lugar, com 1.52,36 minutos, longe do seu recorde nacional (1.49,02), nem sequer melhorando o tempo de inscrição (1.49,44).

O mesmo sucedeu com Ana Rodrigues nos 100 metros bruços. A mais nova atleta portuguesa em Londres foi 35.ª, com 1.10,62 minutos, abaixo do seu recorde pessoal (1.09,92), ficando no quinto lugar da segunda série.

E os ventos também não sopraram de feição para os lados de Weymouth, 300 quilómetros a sudoeste de Londres. Na estreia da vela, o Star de Afonso Domingos e Francisco Melo, com problemas no mastro, segue no 16.º e último posto, após duas regatas, enquanto Rita Gonçalves, Mariana Lobato e Diana Neves começaram a competição de Match Racing com duas derrotas, frente a França e Finlândia, seguindo na 10.ª posição, mas verão repetida a segunda regata com as finlandesas, após um pedido de reparação aceite pelo júri.

FONTE: Bomdia.lu

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