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4 Dezembro 2022

Jorge Carlos Fonseca acredita no euro

Clique para ampliar O presidente de Cabo Verde disse esta terça-feira, em Lisboa, que a avaliação da paridade entre o escudo cabo-verdiano e o euro deverá ser feita, mas sublinhou que as vantagens desta ligação continuam a superar os efeitos da crise europeia.

“Os benefícios e as vantagens superam de longe as desvantagens desta crise. Deve-se fazer a avaliação, mas neste momento tudo aponta para que esta tenha sido uma opção inteligente”, disse Jorge Carlos Fonseca, quando perguntado sobre se continua a ser vantajoso para Cabo Verde continuar tão ligado à zona euro.

O chefe de Estado de Cabo Verde falava aos jornalistas à margem do seminário económico Portugal-Cabo Verde, que decorre no Centro de Congressos de Lisboa.

“A avaliação que fazemos é muito positiva. O que aconteceu foi muito bom para o país. É evidente que esta crise teve e continua a ter um impacto em Cabo Verde. Esperamos que esta crise desapareça num tempo razoável”, sublinhou, lembrando que o desafio de Cabo Verde passa por “fazer crescer a economia de modo sustentado e prolongado no tempo” para gerar riqueza e combater o desemprego.

Durante a intervenção na abertura do seminário, perante uma plateia de empresários, Jorge Carlos Fonseca abordou os efeitos da crise europeia e mundial sobre a “pequena economia insular” com forte integração europeia, que é Cabo Verde, e enumerou as vantagens de um “país com oportunidades por desbravar” e que procura atrair investimento estrangeiro.

O chefe de Estado lembrou que o comércio externo de Cabo Verde é feito quase exclusivamente com a zona euro, sendo que metade é com Portugal, adiantando que o investimento estrangeiro no país caiu cerca de 40 por cento nos últimos dois anos.

Ainda assim, Jorge Carlos Fonseca sustentou que a economia cabo-verdiana mostrou “alguma resiliência aos efeitos negativos muito fortes desta crise”.

“Creio que a Europa e o euro são mais que nunca necessários. Creio também que a crise da área euro é uma oportunidade para Portugal e Cabo Verde reinventarem um modo de relação nos domínios económico, cultural e estratégico”, sublinhou.

Em termos de desenvolvimento da economia do país, o chefe de Estado considerou crucia a atração de investimento estrangeiro, destacando a importância do papel de Cabo Verde como ponte entre Portugal e mercados e regiões com as quais Cabo Verde tem contactos privilegiados como Canadá, Estados-Unidos, Rússia ou Índia.

Depois de enumerar um conjunto de apostas nas áreas das infraestruturas, educação, saúde ou telecomunicações, que sustentam os indicadores de desenvolvimento em Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca apelou ao investimento dos empresários portugueses.

“Um país, praticamente virgem, com oportunidades para desbravar, que fala a vossa língua, entende a vossa cultura e torce pelos mesmos clubes de futebol. É este país que se abre a investidores sérios e com responsabilidade social e que se esforça por disponibilizar as condições ideais para que os negócios frutifiquem”, disse.

FONTE: Bomdia.lu

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