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13 Agosto 2022

Índios lucram com preservação da floresta

Clique para ampliar Suruís descobriram que não desflorestar é muito mais lucrativo.

Uma tribo de índios que vive no estado brasileiro de Rondónia, no coração da selva amazónica, e que já lucrou com a extração ilegal de madeira, descobriu uma nova e milionária fonte de renda através da preservação da floresta. Os Paiter-Suruí acabam de concretizar a primeira venda de créditos de carbono realizada por uma tribo indígena no Brasil.

Os Suruí vão receber de uma grande empresa de cosméticos nada menos de 400 mil euros, referentes a 120 mil toneladas de carbono que deixaram de ser lançadas na atmosfera desde que os indígenas mudaram a sua atitude em relação à floresta, deixando de derrubar árvores e de praticar outras ações predadoras, passando a dedicar-se a um tipo de exploração sustentável. A venda agora concretizada é a primeira desse tipo a receber certificação internacional através da Verified Carbon Standard, VCS, e da Climate, Community and Biodiversity Standard, CCB.

O negócio, que favorece tanto os índios quanto a natureza, foi fundamentado tecnicamente pelo Idesam, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, uma organização não governamental especializada nesse tipo de trabalho. O Idesam primeiro calculou as reservas de carbono existentes na reserva dos Paiter-Suruí e depois estimou quanto desse carbono deixou de ser lançado na atmosfera em decorrência do trabalho de preservação levado a cabo pelos indígenas.

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