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28 Novembro 2022

Hoteleiros algarvios pedem para suspender portagens

Clique para ampliar A principal associação hoteleira do Algarve apelou ao Governo para suspender a cobrança de portagens na Via do Infante (A22), evitando uma “previsível situação caótica” na região durante o verão.

Invocando o interesse regional e nacional como argumento para que o Governo suspenda as portagens na Via do Infante, a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) sublinha que, se tal não acontecer, a economia da região e do país sofrerá “enormes prejuízos”.

Como exemplo, a AHETA refere que o mercado turístico espanhol apresenta, após a introdução de portagens na A22, uma descida acumulada de mais de 20 por cento face ao período homólogo de 2011, sendo as previsões para uma quebra “ainda mais significativa” durante o verão.

“Os prejuízos resultantes desta redução de procura são incalculáveis, quer na faturação das unidades hoteleiras e turísticas, quer no comércio e restauração regionais, contribuindo significativamente para o aumento do desemprego”, sublinha a associação.

As portagens na Via do Infante foram introduzidas em dezembro, com um regime de isenções e descontos para residentes e empresas locais, que deverá terminar a 30 de junho.

Segundo os hoteleiros, o prolongamento do período de isenções não é solução, trata-se antes de “persistir num erro que precisa ser corrigido a todo o custo”.

A AHETA lembra que, durante estes seis meses, e comparativamente a igual período do ano anterior, se registaram mais acidentes graves e mortais na Estrada Nacional (EN) 125, uma “consequência natural” da redução de quase 60 por cento do tráfego na Via do Infante.

“A paragem das obras de requalificação na EN 125, aliada ao fim das discriminações positivas na Via do Infante no final de junho, irá agravar ainda mais as cifras negras dos acidentes graves e provocar prejuízos irreparáveis à imagem da maior região turística portuguesa”, referem os hoteleiros.

A associação critica ainda as dificuldades inerentes ao modo de pagamento das portagens, que classifica como “injustas” e um “desastre económico e turístico”, resultante da aplicação de um “modelo confuso e desmotivador”.

Segundo o mais recente relatório do Instituto de Infraestruturas Rodoviárias (INIR), o tráfego viário na A22 caiu 56,7 por cento nos primeiros três meses deste ano, por comparação com o mesmo período de 2011.

O mesmo relatório indica que a concessão do Algarve registou um Tráfego Médio Diário (TMD) no primeiro trimestre de 2012 de 5.588 viaturas.

No primeiro trimestre de 2011, ainda sem a aplicação de portagens, aquela SCUT registou um movimento diário de 12.889 viaturas.

FONTE: Bomdia.lu

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