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19 Agosto 2022

Governo investe 340.000 em consulados itinerantes

Clique para ampliar O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, revelou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros irá investir 340.000 euros na aquisição de 68 equipamentos de dados biométricos destinados às permanências consulares.

O governante respondia a questões de jornalistas portugueses numa conferência de imprensa em Montreal, enquadrada na visita que está a realizar a comunidades lusas no Canadá, a qual termina na quarta-feira.

Segundo José Cesário, o Executivo adquiriu um total de 68 equipamentos portáteis para recolha de dados biométricos necessários à emissão do Cartão do Cidadão, passaportes, vistos e outros documentos em pontos geográficos onde existam grandes concentrações de portuguesas e, ao mesmo tempo, estejam distantes de um posto consular.

Através das chamadas “permanências consulares”, os funcionários do MNE irão ao encontro dos portugueses com as máquinas, para recolherem localmente os seus dados biométricos, embora a emissão dos documentos continue centralizada em Portugal.

“Apesar do investimento, os equipamentos irão pagar-se por si próprios, uma vez que o serviço será pago”, garantiu o governante, acrescentando que “a entrada em funcionamento desses novos equipamentos está para muito breve”, pois já foram realizados testes “em França e em Portugal”.

O secretário de Estado enunciou quatro vetores de atuação governamental para a diáspora, a começar pelo aumento das competências dos cônsules, que agora passam a somar funções de diplomacia económica e de promoção do ensino da língua portuguesa.

Neste último ponto vão trabalhar em articulação com a Coordenação de Ensino do Português no âmbito do novo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

Ao nível do ensino da língua, o Governo irá eliminar as diferenças que existiam na Europa e no resto do mundo.

Já a partir do próximo ano letivo, o MNE irá enviar gratuitamente livros de Português às escolas.

Por outro lado, irá estrear, em conjunto com o Ministério da Educação, um novo sistema de certificação de aprendizagem do Português enquanto “língua de herança” para lusodescendentes, assim como promover ações de formação de professores.

A tutela quer mobilizar a participação dos portugueses e lusodescendentes nas áreas associativa, social, cultural e política nos países de acolhimento, dando particular atenção aos jovens e às mulheres.

Neste contexto irá realizar encontros em que pretende juntar portugueses de todo o mundo.

Numa última palavra, José Cesário expressou o desejo de ajudar a criar um órgão que congregue os media portugueses espalhados por todo o mundo.

FONTE: Bomdia.lu

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