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6 Dezembro 2022

Emigrantes reunidos em jantar de apoio à mãe de Renato Seabra

Clique para ampliar Meia centena de pessoas reuniram-se na noite de sábado num restaurante português em Westchester, na região de Nova Iorque, num jantar de solidariedade com a mãe de Renato Seabra.
Odília Pereirinha, que esteve presente, encontra-se em Nova Iorque para dar assistência ao filho, detido na prisão de Rikers Island, suspeito do homicídio do cronista Carlos Castro.


Esta foi mais uma iniciativa de um grupo de mães anónimas da comunidade portuguesa nos Estados Unidos que, à semelhança do que acontece em Portugal, tem promovido algumas acções de angariação de fundos para ajudar a pagar as despesas com a defesa de Renato Seabra.

A líder da iniciativa, que disse preferir não se identificar, explicou à Lusa que decidiu lançou esta campanha porque casos destes a tocam «de uma maneira especial»: «Sou mãe e tenho filhos e compreendo a angústia desta mãe, deslocada do seu país, sem saber falar a língua e com muitos problemas financeiros».

A organizadora disse ainda que no jantar «ninguém discute o caso, apenas se demonstra solidariedade para com esta mãe que já faz parte da nossa família, pois cuidamos dela, damos-lhe apoio, porque muitas vezes ela deixa-se abater, e ensinamos-lhe inglês de modo a poder sobreviver melhor neste país».

No final do encontro, e depois de ter sido lida uma carta enviada pelo grupo de mães anónimas que em Portugal ajuda a mãe de Renato Seabra, Pereirinha falou durante alguns instantes para agradecer, visivelmente emocionada, a presença de todos e a solidariedade demonstrada pelos emigrantes portugueses nos Estados Unidos.

«Esta mãe sentiu hoje o carinho da comunidade e até conseguiu comer alguma coisa, o que foi uma surpresa para mim, dado o seu estado de espírito», disse a líder da iniciativa.

«Embora sofrida e chorosa, fez-lhe muito bem estar aqui, pois é muito difícil esta situação, longe da família e do seu grupo, e é para a fazer sentir bem que nós a apoiamos», acrescentou.

Odília Pereirinha encontra-se nos Estados Unidos em casa de amigos de modo a poder visitar o seu filho na prisão de Rikers Island, Nova Iorque, três vezes por semana.

Para fazer face às despesas conta com a ajuda destes grupos de mães anónimas em Portugal e nos Estados Unidos, que fazem sorteios, rifas, quermesses, leilões e outras campanhas solidárias.

A líder da iniciativa disse ainda que dentro em breve o grupo vai organizar outro jantar nesta área pois «muitas pessoas disseram-me que gostariam de conhecer a Odília e dar-lhe ajuda, mas não puderem estar presentes».

Bomdia.lu

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