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18 Agosto 2022

Duarte Salgado Ribeiro: “Estarei atento aos problemas sociais e tudo farei para os resolver”

Emigrante na Bélgica há mais de três décadas, Duarte Salgado Ribeiro candidata-se pela primeira vez às eleições comunais de Saint-Gilles. Nascido em Guimarães, berço de Portugal, o 12º da lista do Mouvement Réformateur (MR) estabeleceu-se por conta própria no sector da restauração em 1987.

NCF: O que é que o levou a candidatar-se?
DSR: A acção ao nível da Comuna influencia a nossa vida no quotidiano e, em termos de poder, é o que fica mais próximo das pessoas. As suas competências são múltiplas e importantes pelo facto de haver uma grande comunidade portuguesa residente em Saint-Gilles.

NCF: Quais são as suas prioridades para a Comuna de Saint-Gilles?
DSR: Terei especial atenção nos domínios da formação profissional, na procura de trabalho e na aprendizagem da língua francesa, ajudando os que já cá estão e aqueles que, por condições adversas, chegam a cada dia que passa para que melhor se integrem no país de acolhimento. Para tal, estabelecerei contactos com a ORBEM (Office Régional Bruxellois de l’Emploi) e ACTIRIS (Brussels Region Public Employment Organisation). Estarei atento aos problemas sociais e tudo farei para os resolver, quer junto da Comuna, quer junto dos CPAS (Centros Públicos de Ajuda Social). Tudo farei para que a comunidade portuguesa continue a merecer o respeito das autoridades belgas, ajudando o movimento associativo, através da Federação das Associações Portuguesas na Bélgica, e na organização da Festa Portuguesa na Place Van Meenen, em Saint-Gilles. Procurarei ainda ajudar os comerciantes de Saint-Gilles a desenvolver as suas actividades, promovendo a realização de iniciativas.

NCF: Como é que poderá contrariar a fraca participação cívica dos portugueses nas eleições comunais?
DSR: Farei tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar os meus compatriotas a interessarem-se mais pela Comuna, nomeadamente a inscreverem-se nos cadernos eleitorais. Tal como muito bem se divulgou num cartaz emitido pelo Conselho Regional do CCP Europa, dir-lhes-ei: “Quem não vota não conta”.

NCF: Durante a campanha, tem notado uma maior motivação por parte da comunidade emigrante para exercer o seu direito de voto ou não?
DSR: Inscrevi o maior número de portugueses nos cadernos eleitorais para poderem votar. Espero, por isso, que haja muitos eleitores a tomar parte nesta eleição.

NCF: É possível resumir a sua acção política em três palavras?
DSR: Juntos vamos conseguir!

NCF: Acredita que é possível mudar a situação de não haver nenhum português eleito na comuna de Saint-Gilles?
DSR: Acredito, por isso me candidatei!

Patrícia Posse

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