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26 Novembro 2022

Doentes temem perder tratamento

Clique para ampliar A crise económica está a obrigar os hospitais a cortarem na despesa. O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, num parecer pedido pelo Ministério da Saúde, defende mesmo o racionamento dos tratamentos mais caros, em especial no cancro, sendo que nos medicamentos esse racionamento pode ser estendido aos doentes terminais. Uma situação que está a motivar o receio dos pacientes, que temem perder o acesso às terapias.

Ao coordenador do Programa Nacional das Doenças Oncológicas, Nuno Miranda, já chegaram algumas dessas preocupações. No entanto, ressalva, a racionalização – e não racionamento – não vai começar agora pois os hospitais já avaliam quais as melhores terapias em função do custo-eficácia. “A escolha de um medicamento deve ter em conta a eficácia e o preço. Se um medicamento mais caro não trouxer nada de novo em relação às terapêuticas mais baratas não vale a pena e não se deve dar esse produto mais caro”, explica. O responsável enviou um inquérito às unidades do Serviço Nacional de Saúde que prestam cuidados em Oncologia. Os resultados devem ser conhecidos este mês.

Já Vítor Veloso, vogal da Liga Portuguesa Contra o Cancro, considera que os hospitais têm a “obrigação” de prestar aos doentes os tratamentos com qualidade de que necessitam. “Se as administrações hospitalares não conseguirem assegurar a qualidade dos tratamentos devem colocar esse problema ao sr. ministro [da Saúde] e ele que o resolva”, salienta.

De acordo com as perspectivas, a incidência do cancro vai aumentar, em Portugal, 10 a 20 por cento nos próximos 10 a 15 anos. Ou seja, vão surgir cerca de seis mil novos casos de doença por ano. “São números que nos devem obrigar a planear os cuidados a prestar aos doentes”, refere Nuno Miranda. Em 2010, morreram em Portugal 24 982 pessoas vítimas de cancro.

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