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27 Novembro 2022

Distribuir preservativos nas cadeias é irregular e ineficaz

Clique para ampliar O Grupo Português de Ativistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA disse nesta quarta-feira que a distribuição de preservativos nas prisões é irregular e ineficaz, enquanto o diretor nacional para o controlo da infeção admitiu ser este um assunto a discutir.

O presidente do Grupo Português de Ativistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA (GAT), Luís Mendão, e o diretor do Programa Nacional para o Controlo da Infeção VIH, António Diniz, participaram, hoje, numa ação para assinalar o Dia Internacional do Preservativo e estiveram, com outros ativistas, em parceria com a AIDS Healthcare Foundation/Love Condoms Campaign, do Chapitô, nas escadarias da Assembleia da República, para entregar preservativos a vários deputados da Comissão de Saúde.

“A situação atual é que, nalgumas prisões, existe distribuição de preservativos, mas, na maioria das prisões, não existe, e não existe, mais uma vez, porque os preservativos obrigam a que a pessoa assuma, perante as autoridades da cadeia, que tem de levantar os preservativos”, denunciou o presidente do Grupo Português de Ativistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA (GAT).

Perante alguns deputados da Comissão de Saúde, Luís Mendão disse que está a acontecer com a distribuição de preservativos o mesmo que aconteceu com a distribuição de seringas.

“Houve pelo menos três mortes por overdose com seringas entre as pessoas presas e, de facto, o programa foi mal elaborado e desenhado para ninguém poder aderir”, acusou o presidente do GAT.

Na opinião do presidente do GAT, isso aconteceu por causa da “autoincriminação dos reclusos”, ou seja, da obrigação em assumir o pedido das seringas, sem qualquer confidencialidade.

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