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5 Dezembro 2022

Depois de Strauss-Kahn uma senhora?

Clique para ampliar Christine Lagarde, ministra das Finanças francesa e candidata à sucessão de Dominique Strauss-Kahn na liderança do FMI, apareceu como segunda figura preferida dos franceses, apenas atrás do cantor e ator Johnny Halliday, numa sondagem realizada em 2009.


Presença inconfundível, com um discurso acutilante e um estilo aplaudido como distinto, elegante e chique, Lagarde é considerada a figura política francesa mais reconhecida na arena internacional a seguir ao Presidente da República, Nicolas Sarkozy.

Essa notoriedade parece desde já beneficiá-la na corrida à sucessão de Strauss-Kahn à frente do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Natural de Paris, 55 anos, Lagarde pode vir a ser a primeira mulher a ocupar o cargo, para o qual anunciou hoje a sua candidatura.

Na sua carreira, Lagarde tem acumulado os títulos de “primeira mulher a…”, incluindo as funções que atualmente desempenha. Foi, de resto, a primeira mulher a tutelar a pasta da Economia e Finanças não apenas em França mas em todos os países do G8.

Na grelha específica de critérios usados em França, uma das qualidades da candidata mais enaltecidas nos últimos dias pela imprensa e pelos seus pares é o seu bom domínio da língua inglesa.

A primeira experiência de Christine Lagarde no mundo anglo-saxónico aconteceu aos 17 anos, após a morte do pai, quando ela viajou para os Estados Unidos para aperfeiçoar o seu inglês durante um ano.

Lagarde voltou a França para terminar uma licenciatura em Direito em Paris e uma pós-graduação em Ciência Política em Aix-en-Provence. Em 1981, regressou aos Estados Unidos, para o escritório internacional de advogados Baker & McKenzie, especializado em direito laboral e em fusões e aquisições. Dezoito anos depois, tornou-se na primeira mulher a ocupar a direção da firma.

Christine Lagarde foi nomeada em 2005 para a pasta do Comércio e, dois anos depois, Nicolas Sarkozy escolheu-a para assumir a tutela da Economia e Finanças. Em 2009, o diário Financial Times considerou-a a melhor ministra das Finanças na Europa.

Nos últimos anos, Christine Lagarde recolheu mais aplauso entre os parceiros internacionais de França, ao assumir a liderança de negociações, nomeadamente no seio do G20, de que Paris assume atualmente a presidência.

Lagarde é divorciada e mãe de dois filhos. Um perfil que, na sequência do escândalo envolvendo Dominique Strauss-Kahn, pode ajudar a ministra francesa a colmatar um dos problemas que ela denunciou no momento da crise mundial de há dois anos: o excesso de testosterona no topo das instituições financeiras internacionais.

Bomdia.lu

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