20.3 C
Bruxelas
15 Agosto 2022

Choveu muito mas Selecção foi uma seca

Clique para ampliar Portugal ficou ontem a cinco pontos da Rússia e complicou seriamente as suas pretensões de qualificação directa para o Mundial de 2014, ao empatar no Porto com a modestíssima Irlanda do Norte, numa partida disputada sob chuva intensa que confirmou os indícios de crise aguda de forma que já se tinham sentido nas partidas disputadas depois do Euro’2012.

Se as entradas em jogo no Luxemburgo e frente ao Azerbaijão tinham sido displicentes e sem a intensidade competitiva a que obriga uma prova como o Mundial, a abordagem de ontem foi ainda pior, uma seca de oportunidades, golos e espectáculo.

Quarenta e cinco minutos oferecidos ao rival, incluindo um golo, apontado por McGinn, a passe de Lafferty, num contra–ataque simples e objectivo, mais uma vez (como em Moscovo) pelo centro da defesa.

As melhores situações de ataque foram proporcionadas por cortes atabalhoados dos defesas irlandeses, um deles, de Cathcart, contra a trave da própria baliza (36’). Portugal atacava sem centelha de imaginação e sem velocidade, insistindo até no erro de cruzar por alto para o centro da área, inclusive nas bolas paradas, onde os jogadores portugueses não tinham hipótese de bater as torres irlandesas.

Embora abdicasse do lateral–esquerdo improvisado ao intervalo, Paulo Bento ainda esperou pelos últimos 20’ para alterar a táctica da equipa, fazendo alinhar em simultâneo dois avançados e apenas três defesas.

Deste forcing, acabou por resultar o golo do empate, no único lance em que os portugueses conseguiram superioridade numérica, com a bola a sobrar para Postiga, depois de um passe de cabeça de Éder para Nani.

“Má primeira parte ditou resultado”

Paulo Bento reconheceu que o empate “foi mau” e atribui ao desfecho “uma primeira parte não conseguida” de Portugal.

Para o seleccionador, a Irlanda do Norte nunca foi um “adversário problemático do ponto de vista ofensivo, tendo obtido o golo numa transição”, frisando que a equipa das quinas fez o “suficiente” para marcar mais golos: “A diferença foi muito maior, construímos um leque de oportunidades que deviam ter dado muito mais golos.”

Bento adiantou, ainda, esperar que os jogos de Março, contra Israel e Azerbaijão, corram melhor. ” Não vamos esgotar a possibilidade de tentar chegar ao primeiro lugar, apesar de a Rússia ter cinco pontos de avanço. Mas, para já, devemos limitar–nos a pensar que iremos ao Brasil pela via do play-off”, vincou.

Confrontado com a nova oportunidade a Ruben Micael e a falta que Raul Meireles fez, afirmou: “Não podemos fazer nada em função das ausências e sim com os que cá estão . Queríamos dar uma alegria aos portugueses que estiveram no Dragão mas não foi possível.”

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/choveu-muito-mas-seleccao-foi-uma-seca

Artigos relacionados

Últimos artigos