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3 Dezembro 2022

Chelsea sofreu até ao fim mas bateu o Barça

Clique para ampliar O Chelsea vai discutir a passagem à final da Liga dos Campeões com um golo de vantagem sobre o Barcelona. Didier Drogba foi o autor do tento com que os londrinos viajarão até Camp Nou na próxima semana, para o encontro da segunda mão das meias-finais. Os londrinos defenderam, sofreram e aguentaram a pressão dos catalães, que não concretizaram nenhuma das várias oportunidades que criaram em Londres.

O encontro começou um pouco como se esperava: o Barcelona a dominar a posse de bola, a tentar rápidas trocas de passe junto à baliza do Chelsea que, na expectativa, ia tentando fechar os espaços no seu meio campo e ser agressivo nas disputas de bola, para depois tentar partir em contra-ataque.

E foi isso mesmo que Pep Guardiola pretenderia, ao colocar Andrés Iniesta ‘escondido’ na ala esquerda, soltando-se de marcações, para colocar Fàbregas no meio e assim tentar dar mais capacidade de trocar a bola no ataque, com Lionel Messi e Alexis Sánchez na frente de ataque.

Do outro lado, a coesão defensiva levou Roberto di Matteo a encostar Juan Mata à direita nos momentos defensivos, fortalecendo o meio campo com o tridente Lampard, Meirles e Mikel, com o Ramires na esquerda para aproveitar a sua velocidade nos (ocasionais) lances em que a equipa poderia lançar o contra-ataque.

Assim, com os ‘blues’ mais preocupados em fechar os caminhos para a sua baliza, o Barcelona foi tentando cavar buracos na defensiva londrina. Logo aos 9 minutos foi isso que conseguiu, quando um passe por alto de Iniesta encontrou Sánchez na área, com o chapéu do chileno a Cech a ser travado apenas pela barra da baliza.

Ao primeiro aviso seguiu-se outro logo depois, aos 17 minutos, com um remate de Iniesta, e aos 43 seria Fàbregas a ver Ashley Cole tirar uma bola quase em cima da linha de baliza, após o internacional espanhol a ter desviado subtilmente do guarda-redes do Chelsea.

Apesar das oportunidades criadas, os ‘blaugrana’ iam perdendo várias disputas individuais com os jogadores londrinos, que eram muitas vezes mais agressivos e rápidos a disputarem bolas dividias.

Entre as ameaças do Barcelona, os londrinos iam tentando lançamentos longos para um demasiado sozinho Drogba, mas, já nos descontos da primeira parte, um contra-ataque do Chelsea seria concretizado com sucesso: perda de bola de Messi, logo ele, a meio campo, um passe longo para Ramires que, após correr alguns metros, cruzou para Drogba, que fugira aos centrais catalães e conseguiu rematar com sucesso ao segundo poste.

O tardio golo na primeira metade deixou adivinhar que, para os segundos 45 minutos, e mesmo ainda com a segunda mão por disputar em Camp Nou, na próxima semana, o Barcelona iria forçar ainda mais o ataque na segunda parte.

Como tal, a toada não só se manteve, como se intensificou: o Barcelona continuava a trocar a bola quase como queria, e tentava acelerar os passes no último terço do campo, junto à baliza de Petr Cech. O Chelsea quase que se limitava a defender, com os seus jogadores do meio campo a desgastarem-se em dobras aos laterais ou a fechar espaços à entrada da área a Messi.

Logo aos 56 minutos, Fàbregas encontrou Sánchez na área que, com a pressão de Ashley Cole, rematou ao lado só com o guarda-redes pela frente. Defender e aguentar era o objectivo, e o Chelsea não criou qualquer oportunidade de golo durante a segunda parte, enquanto ia vendo os ‘blaugrana’ e tentarem encontrar uma maneira de igualarem o marcador.

Messi e Xavi ainda tentaram a partir de dois livres directos à entrada da área dos ‘blues’, e aos 87 minutos, foi após um cruzamento do argentino que Carles Puyol cabeceou para uma decisiva defesa de Cech, que assim negou o empate.

O último susto surgiria já para lá do minuto 90, quando Pedro Rodríguez rematou ao poste esquerdo da baliza do Chelsea, com Sergio Busquets depois a falhar a recarga a escassos metros das redes londrinas.

Assim, o Chelsea uma vingança na primeira batalha da nova guerra com o Barcelona, após o fatídico desfecho das meias-finais de 2009, quando um golo tardio de Iniesta apurou os catalães para a final da Liga dos Campeões. Mas a tarefa só ficará completa se os lues conseguirem aguentar a vantagem por mais 90 minutos, para a semana, em casa do Barcelona.

FONTE: Bomdia.lu

[ Bayern-Real: Decisão adiada para a semana ]

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