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13 Agosto 2022

Chelsea destruiu sonho benfiquista de Champions

Clique para ampliar O Benfica foi afastado das meias-finais da Liga dos Campeões de futebol, ao perder por 2-1 frente ao Chelsea, num jogo em que os detalhes acabaram por fazer a diferença a favor dos ingleses.

O primeiro detalhe foi a expulsão prematura de Maxi Pereira, aos 40 minutos, deixando o Benfica a jogar com dez jogadores durante uma hora, o que se revelou determinante para o desfecho da eliminatória.

O primeiro cartão amarelo visto por Maxi Pereira não é desculpável, por ter resultado de protestos junto do árbitro do lateral uruguaio no lance do penálti indiscutível assinalado contra o Benfica, aos 20 minutos. A este nível competitivo, os jogos decidem-se por pormenores e a expulsão de Maxi comprometeu a estratégia de Jorge Jesus e as aspirações de qualificação para as meias-finais.

Tal como já ficara claro no jogo da primeira mão, este Chelsea confirmou ser uma equipa perfeitamente ao alcance do Benfica, a despeito da vitória (1-0) na Luz, primeira mão, acabando o jogo em aflição para segurar o 1-1 perante o “forcing” final dos encarnados, que jogaram toda a segunda parte em desvantagem numérica.

O Chelsea chegou ao golo, aos 21 minutos, sem nada ter feito por isso, numa carga extemporânea de Javi Garcia a Ashley Cole, depois de uma entrada assertiva e personalizada do Benfica, que assumiu a iniciativa e o comando do jogo, em busca do golo desde o primeiro minuto.

O facto de o Benfica ter sido forçado a entrar em campo com uma dupla de centrais improvisada, com Javi Garcia e Emerson, acabou por ter influência no lance do golo sofrido, visto que o desfasamento no tempo de entrada ao lance por parte espanhol decorre da sua falta de rotina da posição.

Até ao intervalo, o Benfica teve sempre predominância no jogo, com o tridente ofensivo Bruno César, Aimar e Gaitán a pôr a bola rente à relva e a protagonizar excelentes combinações com o “pivot” Cardozo que puseram o Chelsea sempre “em sentido”.

No entanto, o domínio do Benfica decorreu não apenas de mérito seu, mas também da estratégia do treinador Di Matteo, não fosse ele italiano, ao optar, tal como fizera na Luz, por jogar com as linhas mais recuadas, numa clara tentativa de gerir a vantagem trazida de Lisboa e aproveitar os espaços que os “encarnados” inevitavelmente iriam abrir nas costas da sua defesa, tal como sucedeu, de resto, no lance do penálti que abriu o marcador.

No entanto, a boa circulação e segurança na posse de bola do Benfica não permitiu ao Chelsea grandes veleidades nas suas transições ofensivas, mas faltou sempre o último passe ou eficácia na finalização no último terço do campo nos lances de ataque criados pelos encarnados.

Na segunda parte, Jesus viu-se obrigado a deslocar Witsel para a lateral direita e a recuar Aimar para a posição do belga, mas nem por isso o Benfica abdicou de assumir a iniciativa e de pressionar o Chelsea no seu meio-campo.

A desvantagem numérica acabou por pesar na segunda parte, sobretudo porque o Benfica manteve a mesma postura, sempre a arriscar, e os ingleses passaram a desfrutar de mais espaços no meio-campo encarnado, o que se traduziu em algumas oportunidades de golo desperdiçadas.

Valha a verdade que o Chelsea podia ter chegado ao segundo golo aos 50, 53, 56 e 70 minutos, depois de Cech ter feito uma defesa fabulosa, aos 48, a remate de Cardozo, mas o Benfica manteve o Chelsea sempre desconfortável, sob ameaça.

Aos 57 e 60 minutos, Jesus lançou Nelson Oliveira e Yannick Djaló, aos 73 fez o mesmo com Rodrigo, metendo frescura e velocidade no ataque, que estava a perder fulgor e dinamismo, e acabou por ser premiado a cinco minutos do fim, com o golo do empate, por Javi Garcia, na sequência de um canto batido por Aimar.

Dois minutos depois, Nelson Oliveira teve nos pés o segundo golo, que daria a passagem da eliminatória, mas tentou o remate com a parte exterior do pé direito, quando tinha Yannick Djaló livre de marcação em melhor posição na área.

Aliás, o ex-jogador leonino entrou bem no jogo e chegou a desfrutar de duas boas situações de finalização, mas seria o Chelsea a chegar ao segundo golo, já em período de compensações, por Raul Meireles, aproveitando o balanceamento ofensivo dos encarnados.

FONTE: Bomdia.lu

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