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13 Agosto 2022

Cavaco diz que conversações têm “prazo muito curto”

Clique para ampliar O Presidente da República assinalou nesta sexta-feira a disponibilidade manifestada por PSD, PS e CDS-PP para iniciarem as conversações sobre o “compromisso de salvação nacional”, considerando que as negociações devem ser concluídas “num prazo muito curto”.

“Os líderes dos referidos partidos manifestaram a disponibilidade para iniciarem, o mais brevemente possível, conversações com vista a um compromisso de salvação nacional que permita a conclusão, com sucesso, do Programa de Assistência Financeira e o regresso aos mercados, e que garanta a existência de condições de governabilidade, de sustentabilidade da dívida pública, de crescimento da economia e de criação de emprego”, lê-se numa nota divulgada no site da Presidência da República a propósito das audiências concedidas por Cavaco Silva na quinta-feira aos líderes do PSD, PS e CDS-PP.

Na nota, com três pontos, é ainda referido que o chefe de Estado “considera que as negociações entre os partidos devem ser concluídas num prazo muito curto”.

Relativamente aos encontros que o Presidente da República manteve na quinta-feira com Pedro Passos Coelho, António José Seguro e Paulo Portas adianta-se que tiveram como objetivo “explicitar melhor os termos do compromisso de salvação nacional” proposto por Cavaco Silva e que o chefe de Estado considera ser “a melhor solução para os problemas nacionais, numa perspetiva imediata e de médio prazo”.

“O Presidente da República transmitiu aos líderes partidários elementos adicionais que devem ser tidos em conta na definição em concreto dos termos do compromisso”, lê-se na nota.
Na comunicação que fez ao país na quarta-feira, o Presidente da República tinha apontado “três pilares fundamentais” em que “o compromisso de salvação nacional” devia assentar.
Dos três “pilares” então apontado, apenas um não é referido na nota agora divulgada pela Presidência da República: o estabelecimento do “calendário mais adequado para a realização de eleições antecipadas”.

“A abertura do processo conducente à realização de eleições deve coincidir com o final do Programa de Assistência Financeira, em junho do próximo ano”, disse Cavaco Silva na comunicação ao país de quarta-feira.

Além deste ponto, na comunicação ao país, o Presidente da República tinha ainda defendido que “o compromisso de salvação nacional” devia envolver os três partidos que subscreveram o memorando de entendimento, “garantindo o apoio à tomada das medidas necessárias para que Portugal possa regressar aos mercados logo no início de 2014 e para que se complete com sucesso o programa de ajustamento” a que Portugal se comprometeu.

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