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13 Agosto 2022

Campos alagados matam culturas

Clique para ampliar De Norte a Sul, os agricultores somam prejuízos devido ao mau tempo. De Abrantes a Vila Franca de Xira, rio Tejo abaixo, há centenas de agricultores que perderam culturas inteiras nestas cheias fora de época. Com os campos da lezíria alagados, não é possível ter ainda uma ideia concreta dos prejuízos, mas as associações do setor garantem que poderão ascender ao milhão de euros.

Na bacia do Sado é também altura de somar as perdas. João Reis Mendes, presidente da Associação de Orizicultores de Portugal, manifestou dificuldade em fazer uma avaliação dos prejuízos para os 515 agricultores, mas avançou que “poderão ultrapassar três milhões de euros”.

Em Alpiarça, Rosário Fernandes ficou sem nada do que tinha semeado há poucas semanas: ervilhas, favas, couves e feijão. “Nem os cheguei a provar”, disse a agricultora, que, além do que cultiva para consumo próprio, vende parte da produção no mercado.

Para os grandes produtores, as perdas estão não só nas culturas de inverno mas também nos atrasos que as cheias vão provocar nas sementeiras da primavera. “A cheia veio fora de tempo e prejudicou ainda mais os agricultores, que vão ter que esperar que os terrenos fiquem secos para semear milho, tomate ou melão”, explicou Amândio Freitas, da Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém. A Norte, na Póvoa de Varzim, 250 horticultores afetados pelo mau tempo de janeiro ainda esperam as indemnizações prometidas pelo Estado, que cobrirão 75% dos cerca de cinco milhões de prejuízos. E muitos, conta Carlos Alberto Lino, presidente da Associação de Horticultores, veem-se agora a braços com mais culturas estragadas.

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