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8 Agosto 2022

Benfica bate Nacional, Carlos Martins sai lesionado

Clique para ampliar Jorge Jesus vai ter de rever as suas ideias quanto ao Benfica “versão setembro2012”, que só embalou para a vitória sobre o Nacional, na Liga de futebol, depois de a lesão de Carlos Martins o obrigar a mexer.

O resultado final do Benfica-Nacional, da terceira jornada da I Liga de futebol, foi 3-0, valendo os golos de Cardozo, dois, e Rodrigo, marcados no segundo tempo, em que a equipa da casa já jogava com o “plano B” – decididamente melhor do que o “plano A”.

O primeiro jogo sem Javi Garcia não funcionou bem, de início, com Witsel a desiludir a trinco e Carlos Martins a médio criativo. Mas, quando este se lesionou e Nemanja Matic entrou em campo, para o lugar do belga, que avançou no terreno para áreas que mais gosta, tudo se transformou.

Do ponto de vista dos “encarnados”, o jogo só começou após o intervalo (a substituição foi nos descontos do primeiro tempo), mas depois avançou para uma vitória clara, muito construída pelo talento do flanco direito do vice-campeão nacional.

Os dois primeiros golos, aos 51 e 56 minutos, “mataram” as pretensões do Nacional, que na primeira parte chegou a pensar que podia discutir o jogo.

Aos 51 minutos, foi Maxi Pereira que acreditou até à última numa bola que parecia que ia ser perdida pela linha direita e centrou para Cardozo “faturar” de cabeça.

O segundo golo teve algumas semelhanças, mas outros protagonistas. Grande trabalho de Salvio na direita, a desembaraçar-se de dois defesas, centro e entrada de cabeça de Rodrigo.

Podiam os “encarnados” ter chegado ao 3-0 logo aos 66 minutos, sempre pela direita. Salvio e Cardozo “fabricaram” a jogada, mas Enzo Perez atirou por cima.

Quando o Benfica já desacelerara e até parecia que era o Nacional que estava à procura do “golo de honra”, chegou mesmo o 3-0, aos 89 minutos, de novo por Cardozo, a concluir mais um perfeito entendimento pela direita, entre Witsel e Aimar, que jogou os últimos 20 minutos.

Pelo que fez na segunda parte, o Benfica mereceu os três pontos em disputa, mas só melhorou mesmo na segunda parte, com Matic a dar outra tranquilidade. Não fez esquecer Javi Garcia, mas mostrou que pode ser uma alternativa muito válida.

O treinador dos “encarnados” tem insistido que há boas opções internas para o lugar de lateral esquerdo e para suprir a “lacuna” deixada por Javi Garcia como trinco, mas o que se viu hoje perante o Nacional não lhe dava razão, de início.

Como se previa, foi o belga Witsel responsável da ingrata tarefa de ocupar a vaga no meio-campo defensivo deixada pelo espanhol que rumou ao Manchester City. Mais “macio” e com menos profundidade de passe, não foi valor acrescentado para o Benfica.

Tanto mais que o seu lugar habitual, mais à frente, como médio criativo, passou para Carlos Martins, nada inspirado e a ter de sair pouco antes do intervalo, fisicamente diminuído.

Quanto à linha esquerda, o paraguaio Melgarejo continua com visível dificuldade para “acertar” o posicionamento defensivo. Sente-se bem é a atacar, mas, quando se trata de fechar na defesa, por vezes não está lá ou erra nas recuperações e cortes de bola.

Essas fraquezas do clube da Luz foram notórias na primeira parte, em que o habitual 4x4x2 do Benfica, com trinco, foi respondido com um 4x3x3 do Nacional, ideal para o contra-ataque, variando as incursões pela esquerda, direita e ainda pelo centro.

É um facto que o Benfica podia ter chegado ao golo aos 12 minutos, num remate ao poste, após uma incursão de Melgarejo, que passou por quase todo o meio-campo – Rodrigo, Witsel, Perez, Carlos Martins e finalmente Sálvio.

Mas, a partir dos 23 minutos e durante uma dúzia de minutos, o jogo pendeu para o Nacional, com uma sucessão de ocasiões protagonizadas por Rondon, Skolnic, Mateus, Claudomir e Isael.

Quase no intervalo, o Benfica mudou de figurino – foi forçado, é certo. O novo esquema, e certamente o “trabalho” de Jesus no balneário, abriram portas para uma vitória que mantém o Benfica a par do FC Porto na liderança da I Liga, agora que o Sporting de Braga já descolou.

FONTE: Bomdia.lu

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