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17 Agosto 2022

Associação quer pôr os portugueses a comer castanha

Clique para ampliar A Associação Portuguesa da Castanha, hoje formalizada em Vila Real, quer pôr o país a comer castanha e aumentar a área de produção em pelo menos mais 12 mil hectares.

A escritura pública decorreu numa cerimónia na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde vai ficar sediada a associação.

Esta organização nasce no seio da rede nacional da fileira da castanha – RefCast –, que há três anos defende um aumento da área de produção e quer incentivar o consumo no país.

José Gomes Laranjo, investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), vai liderar a comissão instaladora da associação até à realização de eleições, ato que deverá decorrer nos próximos dois meses.

O responsável salientou os grandes desafios que a fileira da castanha tem pela frente: aumentar a produção nacional e ensinar os portugueses a comer este produto

José Gomes Laranjo referiu que é o mercado internacional, que absorve grande parte da produção nacional, que está na base desta necessidade de crescimento.

Por isso mesmo, frisou que o objetivo é aumentar a área de souto em mais 12 mil hectares e reforçar a capacidade produtiva em mais seis mil hectares.

Depois, salientou, é ainda preciso pôr os portugueses a comer este fruto para além da época de produção e da tradicional castanha assada.

“Entendemos que a castanha tem um enorme potencial alimentar”, frisou.

Estes projetos estão inseridos numa candidatura apresentada em 2011 à rede rural e que ainda aguarda por aprovação.

Depois, através da RefCast, pretende-se ainda ajudar a “combater as doenças que afetam os castanheiros, como o cancro e a tinta.

“Uma boa parte dos nossos soutos sofre de problemas graves de doenças e de fertilidade, que lhes tiram capacidade produtiva”, referiu.

Este fruto é considerado por muitos como o petróleo ou o ouro da montanha.

Em Portugal, existem cerca de 35 mil hectares de soutos e, segundo José Gomes Laranjo, estima-se que poderão estar envolvidas na produção cerca de 17 mil a 20 mil famílias.

A produção nacional rondará entre as 45 a 50 mil toneladas, que renderão aos produtores cerca de 50 milhões de euros.

Num ano de produção média, Portugal pode exportar uma média de 12 mil toneladas.

LUSA

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