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10 Agosto 2022

Arquitetos e engenheiros são quem mais quer emigrar

Clique para ampliar Os estudantes universitários de Engenharia, Tecnologias, Arquitectura e Artes são os que revelam maior tendência para a emigração e os destinos preferenciais são países da Europa e da América do Sul, revela um estudo.

Os inquéritos realizados a 1.751 universitários, entre 14 de Maio e 16 de Junho, indicam que «69 por cento» dos alunos têm intenções de emigrar «em busca de melhores condições laborais» e que a prevalência dessas intenções se concentra em «jovens das áreas de Engenharia e Tecnologias e Arquitectura e Artes», cujas médias são «na ordem dos 13 e 14 valores».

«A maioria dos inquiridos afirma ter intenções de emigrar para um qualquer outro país europeu», lê-se no estudo a que a agência Lusa teve acesso, onde se acrescenta que a América do Sul surge também com um «forte pendor para uma escolha particular, designadamente o Brasil».

As principais razões que estão na base da eventual emigração dos inquiridos estão relacionadas com o objectivo de se inserirem no «mercado laboral» e o intuito de conseguirem «melhores perspectivas de emprego».

Os dados revelam que 59 por cento dos estudantes inquiridos consideram ainda não existirem «mecanismos informativos sobre os diversos países europeus».

O inquérito sobre ‘Mobilidade Profissional’ foi realizado a estudantes do ensino superior maioritariamente da faixa etária dos 20 aos 24 anos (63,6 por cento) e frequentadores de uma licenciatura (68,40 por cento).

Os inquiridos eram da Universidade de Coimbra (38,3%), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (23,7%), Instituto Politécnico de Coimbra (8,1%), Instituto Politécnico de Viseu (7,6%), Universidade do Porto (4,7%), Universidade de Aveiro (4,6%), Instituto Politécnico do Porto (3,8%), Universidade de Évora (1,6%), Universidade Portucalense (1,4%), Universidade Católica Portuguesa (1,0%) e outras instituições do ensino superior nacional (5,2%).

O documento refere também que a maioria dos estudantes não realizaram qualquer programa de mobilidade internacional (86%), sendo que quase metade (46%) não o fez por «dificuldades socioeconómicas» e 39% não realizou mobilidade para outro país por «vontade pessoal».

As «alterações socioeconómicas resultantes da crise financeira» e o «ajustamento orçamental» que está a acontecer em Portugal são as principais razões apontadas para a eventual emigração pelos universitários inquiridos.

FONTE: Bomdia.lu

[ Maioria de portugueses universitários quer emigrar ]

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