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18 Agosto 2022

Açores acolhem mais de quatro mil imigrantes de 97 nacionalidades

Os Açores têm mais de quatro mil imigrantes, de quase uma centena de nacionalidades, registados em todas as ilhas, e o número tem vindo a crescer, revelou hoje o diretor regional das Comunidades, José Andrade.

“Temos atualmente e oficialmente registados nos Açores 4.080 imigrantes, provenientes de 97 nacionalidades diferentes. Eles estão em todas as nove ilhas, em todos os 19 concelhos e em muitas das 155 freguesias. Têm sido um contributo importante para o desenvolvimento integral de uma sociedade que queremos cada vez mais moderna, cosmopolita, tolerante, inclusiva, aberta para o novo mundo”, afirmou José Andrade, em declarações aos jornalistas.

O diretor regional das Comunidades dos Açores falava, em Angra do Heroísmo, à margem de uma reunião do Conselho Consultivo Regional para os Assuntos da Imigração, reativado hoje depois de oito anos de interregno.

Segundo José Andrade, há comunidades imigrantes “especialmente significativas” nos Açores, mas a região acolhe cidadãos de quase uma centena de países.

“Temos mais de 800 brasileiros, mais de 500 alemães e mais de 300 chineses, mas depois, nessas 97 nacionalidades, vamos encontrar oficialmente residentes nos Açores imigrantes provenientes do Azerbaijão, do Cazaquistão, do Nepal, do Irão e são todos bem-vindos, se vierem por bem. Vão ajudar-nos a desenvolver a nossa terra”, adiantou.

Nas últimas duas décadas, a procura pelos Açores por cidadãos de outras nacionalidades tem vindo a aumentar e o executivo açoriano estima que o fenómeno se acentue nos próximos anos.

“É possível verificar que, nos últimos 20 anos, tem vindo a registar-se um crescimento sustentado, progressivo, do número de imigrantes, cidadãos estrangeiros oficialmente residentes na nossa região. Estamos, aliás, convencidos de que essa tendência manter-se-á nos próximos anos, considerando a sua evolução mais recente”, avançou José Andrade.

Entre as ações desenvolvidas pelo executivo açoriano, em 2021, para promover a integração de imigrantes, o diretor regional das Comunidades destacou a criação do projeto “Escola de Integração”, que, depois de uma experiência piloto nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, será alargada, este ano, a todas as ilhas da região.

O projeto vai dar a conhecer o percurso de vida de imigrantes inseridos na sociedade açoriana a alunos de escolas secundárias e profissionais.

“É uma forma de sensibilizarmos as novas gerações para a multiculturalidade, para a interculturalidade e, portanto, para a vantagem de vivermos numa sociedade onde todos têm lugar próprio a preencher e a desempenhar”, salientou José Andrade.

Em 2021, os cursos de português para falantes de outras línguas, promovidos em colaboração com a Associação dos Imigrantes dos Açores (AIPA), na ilha Terceira, e com a Cooperativa Regional de Economia Solidária (CRESAÇOR), em São Miguel, abrangeram cerca de quatro dezenas de imigrantes.

Segundo o diretor regional das Comunidades, estão já a ser preparadas novas edições destes cursos, que, em 2022, deverão regressar a Terceira e São Miguel e realizar-se pela primeira vez na ilha do Pico.

No âmbito do projeto REGIN (Regions for Migrants and Refugees Integration), desenvolvido em colaboração com regiões da Suécia, Espanha e Itália, foi também criado um guia do imigrante, “para facilitar o acolhimento e a integração”, e uma “rede regional de contactos municipais para as migrações”.

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