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8 Agosto 2022

A modelo portuguesa que conquista o mundo

Clique para ampliar No passado domingo venceu pelo segundo ano consecutivo o Globo de Ouro. Apesar de não ter medidas convencionais, Sara Sampaio, a nova cara da Calzedonia, está a dar cartas no mundo da moda.

Já desfilou nas passerelles da ModaLisboa, do Portugal Fashion e das Semanas da Moda de Nova Iorque, Paris e Milão. Recentemente, Sara Sampaio foi nomeada como uma das mulheres mais escaldantes pela GQ inglesa. «Nem acreditei. Fiquei super contente. Parecia uma criança aos pulos», confessa ao SOL.

Com apenas 20 anos, a modelo natural do Porto já foi capa da Vogue, Marie Claire, Elle e Glamour. Sara Sampaio já fotografou ao lado de modelos como Kate Moss, Adriana Lima, as suas musas, e Irina Shayk. «Lembro-me de fotografar com a Kate Moss e de estar super-nervosa. Ela é mais baixa que eu e é uma referência para qualquer manequim que não tenha as medidas habituais. Para a campanha da Bluemarine fotografei com a Adriana Lima. Estava maravilhada. Acho que quando se admira uma pessoa o nervosismo fica lá sempre».

Recentemente pudemos ver a modelo caída do céu como um anjo na campanha do desodorizante AXE. Agora, foi a primeira portuguesa escolhida para ser a imagem da Calzedonia.

Num discurso emocionado, Sara recebeu no passado domingo o seu segundo Globo de Ouro para melhor modelo feminino, prémio que dedicou à avó que perdeu recentemente. «As pessoas dizem: ‘Já estás habituada’. Mas acho que uma pessoa não se consegue habituar a este tipo de situações».

Sara tornou-se conhecida aos 16 anos, depois de vencer o concurso Cabelos Pantene. Desde então, é representada pela Central Models e por várias agências europeias. Este foi o ponto de partida para uma carreira que, apesar de curta, já é reconhecida internacionalmente.

Aconselhada pelos pais, decidiu acabar o ensino secundário. Assim que pôde mudou-se para Lisboa e inscreveu-se no curso de Matemática Aplicada. A par do curso fazia trabalhos de moda para ganhar currículo.

O grande trampolim surgiu quando fez uma viagem a Londres com o amigo e colega da Central Luís Borges. «Fiz uns castings e acabei por ir ficando». De Londres para Paris, a cidade que escolheu para viver, foi um pulo.

Entre somas e subtracções, a modelo equacionou a sua vida e não ficou dividida. O resultado foi deixar a matemática para trás. Isso e o seu grande hóbi: tocar violino.

No início de carreira disseram-lhe que não tinha altura suficiente para desfilar e que a sua imagem era comercial. «Entrei num mundo que o que é normal é ter 1,80m e eu tenho 1,72», explica. A altura não foi um obstáculo e prova disso foi a sua nomeação para melhor manequim nos Fashion TV Awards.

«Acho que tem tudo a ver com dedicação. Se é o que queremos temos de sonhar alto, enquanto não pagarmos impostos para isso. A Adriana Lima e a Giselle Bündchen não estariam onde estão se não tivessem sonhado». No entanto, confessa que ainda hoje leva muitos nãos. «Claro que custa mas faz parte do trabalho. Já não levo a peito».

Diz não ter restrições na alimentação porque tem sorte com a genética. «Faço parte daquela percentagem que todas as mulheres odeiam». Fazer exercício e cuidar da pele é essencial, até porque «a longevidade é importante na moda, quanto mais nova se parecer, melhor».

Quanto ao mito de que as modelos não primam pela inteligência, Sara tem uma opinião formada: «Os clichés vão sempre existir. Às vezes entre amigas falamos de coisas estúpidas e dizemos: ‘model moment’. [risos] Brincamos com isso. Já conheci das pessoas mais interessantes nesta profissão. Às vezes posso estar a trabalhar com uma pessoa que não saiba equações matemáticas, mas isso é só um tipo de inteligência».

Apesar da tenra idade, Sara já conquistou o que muitas modelos ambicionam. No entanto, ainda tem um caminho por desbravar. «Isto é ainda só o começo. Gostava de fazer uma campanha para a Chanel, Escada, D&G e ser capa da Vogue de Paris e de Itália e da Love Magazine. É uma lista infindável».

FONTE: Bomdia.lu

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