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3 Dezembro 2022

A importância de falar português

Clique para ampliar Dezenas de jovens descendentes de famílias lusófonas ouviram, em Londres, vários profissionais explicar as vantagens do domínio da língua portuguesa em áreas como a música, cinema ou promoção de atividades culturais.

Pela segunda vez, alunos das escolas secundárias Lilian Baylis, Lambeth Academy e da escola primária Wyvil juntaram-se para ouvir profissionais de diferentes áreas contar as suas experiências, tendo como elo comum a relação com a língua portuguesa.

Depois de uma primeira sessão com um advogado, um financeiro e um médico, desta vez a organizadora, a professora Luísa Ribeiro, escolheu profissões diferentes daquelas que os familiares ou próximos têm.

“São importantes porque as crianças [lusodescendentes] nunca têm contacto com pessoas que têm profissões qualificadas e esta é uma oportunidade única de eles conhecerem pessoas que falem português”, explicou à agência Lusa.

Pedro Segundo, baterista de jazz, contou como decidiu muito cedo o que queria fazer e como investiu nessa direção, enquanto o cineasta António Ribeiro falou do início do percurso no teatro e da transição para o cinema.

Mas foi Joe Mulhern, um britânico de Newcastle responsável que decidiu aprender português durante a universidade, que mais estimulou a audiência a perguntar como é que falava tão bem a língua e porque tinha escolhido esta opção.

“Na altura, falava-se muito dos BRIC [Brasil, Rússia, Índia e China] e nas oportunidades que poderiam criar”, explicou, vincando que “há poucas pessoas que falem bem português e inglês no Reino Unido”.

Atualmente, Joe Mulhern trabalha na Canning House, uma organização que promove as culturas lusófonas e hispanófonas.

No final, Marcos da Silva, 14 anos, que já se interessava por atividades artísticas ficou mais motivado.

“Foi muito interessante, uma inspiração porque vamos fazer agora os GCSE [exames do ensino secundário] e assim podemos ver o que podemos fazer”, declarou à Lusa.

João Correia, 14 anos, também apreciou a experiência por levar as pessoas a “fazer coisas novas” e a “escolher a profissão” que se pretende.

No caso de João Correia, a escolha é arquitetura, pelo que gostava que nas próximas sessões estivesse alguém desta área, tal como Tânia Mendes, 13 anos, que pretende ser veterinária.

Um grande motivador dos alunos é Valter Moscateli, um professor italiano lusófono que morou no Brasil vários anos.

“É importante eles usarem o que eles têm, a sua herança cultural que é portuguesa, apesar de viverem aqui”, salientou.

Da sua experiência, apesar de alguns alunos interessados em música ou em representação, a maioria inclina-se para trabalhos menos intelectuais e mais manuais ou com grande impacto.

“Pedem muito profissões relacionadas com desporto ou com música”, confirmou Luísa Ribeiro, que procura agora pessoas para responder aos pedidos.

FONTE: Bomdia.lu

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