2.3 C
Bruxelas
3 Dezembro 2022

A curta metragem portuguesa que vai estar em Cannes

Clique para ampliar O realizador lusodescendente Basil da Cunha integrará em maio a Quinzena dos Realizadores, evento paralelo ao Festival de Cinema de Cannes, em França, com a curta-metragem “Os vivos também choram”, protagonizada por José Pedro Gomes.

De acordo com a programação da Quinzena dos Realizadores hoje divulgada, aquele é o único filme de produção portuguesa, em parceria com a Suíça, a participar no evento, que decorrerá de 16 a 27 de maio.

Basil da Cunha, filho de pai português e mãe suíça, volta a ser selecionado depois de ter participado na Quinzena dos Realizadores em 2011, com “Nuvem”.

O realizador, de 26 anos, fez três curtas-metragens, estudou cinema na Escola de Artes e Design de Genebra, no âmbito da qual realizou “A Côté”, exibido em 2009 no festival de Locarno, na Suíça, e foi premiado no ano seguinte no festival de curtas de Vila do Conde.

Da seleção, feita pelo novo diretor, Edouard Waintrop, faz parte também “La noche enfrente”, um dos últimos filmes do realizador chileno Raul Ruiz, que morreu no ano passado e que será homenageado em Cannes.

Edouard Waintrop afirmou na apresentação do programa em Paris que a seleção apresenta filmes que podem levar o espetador do riso às lágrimas e destacou a forte presença do cinema latino-americano e asiático, em particular com a presença de uma nova versão chinesa de “Ligações perigosas”, por Hur Jin-Ho.

Destaque ainda para a escolha de dois filmes de animação: “Ernest et Célestine”, adaptação de vários contos para a infância pelos realizadores Stéphane Aubier, Vincent Patar e Benjamin Renner, e “The King of Pigs”, de Yeun Sang-Ho.

A abertura ficará por conta de “The We and the I”, do realizador francês Michel Gondry, enquanto o encerramento será com “Camille redouble”, de Noémie Lvovsky.

O BOMDIA assegurará uma cobertura completa e diária do festival de cinema de Cannes.

Programa completo da Quinzena dos Realizadores:

Longas-metragens:
3, de Pablo Stoll Ward
Adieu Berthe – lenterrement de mémé, de Bruno Podalydès
Alyah, de Elie Wajeman
Camille redouble, de Noémie Lvovsky
Dae gi eui wang, de Yeun Sang-Ho
Dangerous Liaisons, de Hur Jin-Ho
El Taaib, de Merzak Allouache
Ernest et Célestine, de Stéphane Aubier
Fogo, de Yulene Olaizola
Gangs of Wasseypur
Infancia Clandestina, de Benjamin Ávila
La noche de enfrente, de Raúl Ruiz
La Sirga, de William Vega
No, de Pablo Larraín
Opération Libertad, de Nicolas Wadimoff
Rengaine, de Rachid Djaïdani
Room 237, de Rodney Ascher
Sightseers, de Ben Wheatley
Sueño y silencio, de Jaime Rosales
The We and the I, de Michel Gondry
Yek Khanévadéh-e Mohtaram, de Massoud Bakshshi

Curtas-metragens:
Avec Jeff, à moto, de Marie-Eve Juste
Rodri, de Franco Lolli
Königsberg, de Philipp Mayrhofer
Porcos Raivosos, de Leonardo Sette e Isabel Penoni
Os vivos também choram, de Basil da Cunha
Portret Z Pamieci, de Marcin Bortkiewicz
The Curse, de Fyzal Boulifa
Tram, de Michaela Pavlátová
Os mortos-vivos, de Anita Rocha da Silveira
Wrong Cops, de Quentin Dupieux

FONTE: Bomdia.lu

[ Festival de Cannes quase sem portugueses ]

Artigos relacionados

Últimos artigos