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8 Agosto 2022

2013 perspectivado por José António Gonçalves

Com 365 dias pela frente, o Nós Cá Fora.be desafiou algumas personalidades com intervenção directa na vida da comunidade portuguesa da Bélgica a lançar um olhar sobre 2013.

José António Gonçalves, que exerce as funções de Conselheiro Permanente das Comunidades Madeirenses, foi o primeiro a responder à chamada. “As minhas perspectivas para este novo ano não sendo, como é óbvio, as melhores, também não são tão pessimistas como muitos querem fazer crer. Vai ser um ano muito difícil quer no âmbito económico quer social – e isto é o que mais me preocupa.”

No segundo semestre, José António Gonçalves espera que surjam “sinais de esperança que permitam aos jovens voltar a sonhar e, por conseguinte, acreditar que melhores dias estão a caminho”. “Sugiro que se apliquem nos estudos e na formação constante de maneira a estarem o melhor preparados possível para os novos desafios que aí vêem”, considera.

Os emigrantes portugueses a residir em território belga devem estar preparados para “desafios enormes”, pois o país “não escapará a tempos mais conturbados e de maior sofrimento”.

No entanto, José António Gonçalves acredita que haverá “novos caminhos possíveis de percorrer que poderão levar a «bom porto»”. “É nestas alturas que surgem novos segmentos de mercado – leia-se de negócio – e, como consequência disso, possibilidade de abrir novos horizontes no âmbito do trabalho e no campo empresarial”, realça.

Para ultrapassar os obstáculos deste novo ano é necessário “muito trabalho, sacrifício, novas ideias, seriedade e «pés bem assentes no chão»”. “Recomendo, também, que estejam muito atentos às oportunidades de investimento que estão a surgir em Portugal. Vamos assistir, este ano, a uma onda de novos investimentos estrangeiros em Portugal, entre eles no turismo de saúde, e bom seria que os empresários portugueses na Bélgica participassem”, acrescenta o membro do Conselho das Comunidades Madeirenses.

Ciente de que “a união faz a força”, José António Gonçalves apela à necessidade de “consumir, na medida do possível, o que é português e, assim, ajudar e promover o nosso país – os seus produtos e destinos turísticos quer no território Continental como Insular”. “Mantenhamo-nos unidos, de uma forma construtiva, à volta do nosso país, honrando a memória dos nossos antepassados e sendo solidários com todos os nossos irmãos que lá vivem e tanto sofrem”, conclui.

Patrícia Posse

 

 

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