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Bruxelas
26 Novembro 2022

20 minutos antológicos e o bilhete ficou pago

Clique para ampliar Bastou o primeiro quarto de hora, pouco mais, para o bilhete de entrada ficar pago. Futebol tu- -cá-tu-lá, emoção, intensidade, golos, ingredientes quanto baste para fazer deste um jogo de loucos. E desde logo, a promessa de um clássico de antologia.

Nos 20 a 25 minutos que durou o encantamento, é impossível e até injusto dizer quem esteve melhor. O FC Porto teve capacidade para se adiantar por duas vezes no marcador, o Benfica mostrou o discernimento, também em dose dupla, para responder e impedir o adversário de embalar e moralizar, para repetir os dois triunfos das duas últimas épocas, na Luz. Ao golo de Mangala, de cabeça, responderam os da casa logo a seguir, com um monumental pontapé em vólei de Matic.
Sem tempo para os adeptos retomarem o fôlego, o FC Porto voltou a marcar, após uma enorme fífia de Artur, que Jackson agradeceu. E de novo o empate, por Gaitán, num lance em que também Helton ficou mal, ao defender um primeiro remate para a frente. E tudo isto em apenas 16 minutos.

Após este carrossel de emoções, o ritmo de jogo baixou um pouco. Nunca mais seria o mesmo até final. Nem poderia ser de outro modo. Ainda assim, manteve-se alto até final do primeiro tempo, mais por conveniência do Benfica do que por agrado do FC Porto. Foi preciso esperar pelos 20 ou 25 minutos para se ver quais eram as estratégias e preferências de cada uma das equipas: dragões a tentar explorar o melhor do 4x3x3, com futebol rápido pelas alas, preferencialmente a esquerda, onde Varela moía o juízo a Maxi Pereira; as águias a tentarem envolver o adversário a partir da superioridade no miolo (cortesia do 4x4x2), graças às movimentações e triangulações de Gaitán, Salvio e Enzo Pérez. O equilíbrio que ameaçava desfazer-se em favor das águias só foi reposto quando Lucho recuou no terreno. Intervalo. Uf.

Na 2ª parte houve muito mais contenção. E por isso o espetáculo baixou de qualidade. Já não era tempo de dar rédea solta aos jogadores e começaram então os jogos de tática e estratégia. Da qual foi difícil a qualquer das equipas escapar. O Benfica esteve mais perto de desfazer a igualdade, quando Cardozo se isolou na cara de Helton, mas o guarda-redes esticou-se e tocou na bola, que ainda resvalou no poste. O FC Porto sai vivo da Luz e sempre que isso sucedeu, nas últimas sete épocas, chegou ao fim da Liga em primeiro.

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