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S?s e igrejas portuguesas
A Sé-Velha de Coimbra inscreve-se no Românico afonsino da cidade, que corresponde, grosso modo, ao reinado de D. Afonso Henriques, período de maior esplendor das oficinas românicas de Coimbra, mas simultaneamente de decadência e de estagnação das soluções estruturais e decorativas. |
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Antigo Colégio e Igreja dos Jesuítas, a Sé Nova de Coimbra foi fundada em 1541, e permaneceu na posse da Ordem até ao governo do Marquês de Pombal, que determinou a entrega do templo à diocese, na sequência da expulsão dos Jesuítas de Portugal, ocorrida em 1759. |
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As origens da Sé do Porto perdem-se na Alta Idade Média, provavelmente nos tempos suevo ou visigótico, de que subsistem indícios dando conta da existência de um bispo do Porto. Mais tarde, com a presúria de Vímara Peres, em 868, a antiga catedral teria sido reedificada, conjuntamente com outras igrejas da região, de que subsistem testemunhos arqueológicos muito fragmentados desta época. |
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Construída, ao que tudo indica, sobre a antiga mesquita muçulmana, o primeiro impulso edificador da Sé de Lisboa deu-se entre 1147, data da Reconquista da cidade, e os primeiros anos do século XIII, projecto em que se adoptou um esquema idêntico ao da Sé de Coimbra, com três naves, trifório sobre as naves laterais, transepto saliente e cabeceira tripartida. |
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A Sé de Évora é a maior Catedral medieval do país. A um primitivo templo construído entre 1186 e os primeiros anos do século XIII, sucedeu-se o grandioso monumento que hoje existe, resultado essencialmente de duas notáveis campanhas da Baixa Idade Média.Sob o dinâmico impulso do bispo D. Durando Pais, aquela modesta igreja sagrada por D. Soeiro em 1204 foi demolida para dar lugar a uma ambiciosa Catedral, sem paralelo no restante panorama nacional. |
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As obras da actual Sé de Braga iniciaram-se durante o episcopado de D. Pedro (bispo de Braga de 1070 a 1093), que concebeu um projecto de peregrinação algo semelhante ao de Santiago de Compostela e de outras igrejas de peregrinação francesas, com três naves, transepto saliente, cabeceira e deambulatório. Dessa primitiva campanha resta um absidíolo, hoje sem qualquer relação com o interior da igreja. Também o portal sul é do século XII, certamente edificado na sequência lógica do programa concebido por D. Pedro. |
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Transferida a diocese da velha Egitânia para a nova cidade da Guarda em 1199, por pedido de D. Sancho I ao Papa Inocêncio III, imediatamente se começou a construir uma catedral. Dessa primitiva construção, românica e possivelmente localizada junto da Torre do Mirante, hoje nada resta. Uma segunda Sé seria construída por D. Sancho II, no período de transição para o Gótico, mas também esta não chegou aos nossos dias. |
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Edifício quinhentista de três naves, construído, ao que tudo indica, por Boitaca e por iniciativa de D. Manuel, a Igreja Matriz da Golegã conserva um dos mais importantes e emblemáticos portais do ciclo manuelino, com o seu arco cairelado ladeado por colunas torsas que definem um alfiz onde se concentram os símbolos mais importantes da simbólica de D. Manuel, emoldurando um pequeno nicho onde se conserva uma imagem da Virgem com o Menino. |
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Construído quando o território de Riba-Côa se encontrava na posse do reino leonês, o Mosteiro de Santa Maria de Aguiar data de meados do século XII, altura em que uma primitiva comunidade de monges beneditinos aqui se instalou. Na década de 70 desse século, a comunidade abraçou a Ordem de Cister e deu-se então início à construção que hoje vemos. |
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Construção emblemática dos primeiros anos da União Ibérica, erigida num dos morros orientais da cidade oriental sobranceiros ao Tejo, o novo edifício do Mosteiro de São Vicente de Fora (casa agostiniana contemporânea da conquista de Lisboa aos mouros) é a mais importante peça da arquitectura portuguesa de fins do século XVI. |
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A Igreja de Santa Maria da Graça é o último grande monumento gótico monacal que a cidade de Santarém actualmente conserva. A sua construção deve-se à iniciativa dos Agostinhos de Lisboa, que conseguem o patrocínio de nomes importantes da nobreza escalabitana, como os primeiros Condes de Ourém, D. João Afonso Telo de Meneses e sua mulher, D. Guiomar de Vilalobos. |
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Fundada em 1568 por iniciativa da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, figura ímpar do Humanismo português, aquando da criação da nova freguesia de Santa Engrácia por breve do Papa Pio V, a primitiva igreja foi construída pelo arquitecto Nicolau de Frias, segundo traças aprovadas pelo Arcebispo D. Jorge de Almeida. Nada resta deste templo, que em 1630 foi alvo de um roubo sacrílego e, de seguida, de obras de reconstrução da capela-mor, a cargo de Mateus do Couto (Sobrinho), capela essa que viria a ruír em 1681, o que obrigou a mesa da Confraria dos Escravos do Santíssimo Sacramento, formada por nobres e poderosos, a erigir uma nova e mais sumptuosa igreja. |
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Elevada a antiga vila de Miranda à categoria de cidade e de sede de diocese em 1545, o projecto da Catedral apareceu em 1549, e as obras iniciaram-se em 1552 sob a direcção de Gonçalo de Torralva e Miguel de Arruda. O projecto insere-se na tipologia de Sés mandadas construir por D. João III, com uma fachada harmónica - em que um corpo central é ladeado por duas poderosas torres -, e um interior em três naves abobadadas à maneira gótica, com cruzaria de ogivas de nervuras visíveis. |
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