As ruínas romanas de Miróbriga foram referenciadas desde o século XVI por André de Resende, e encontram-se implantadas numa zona privilegiada de visibilidade que lhe permite controlar territorialmente toda uma região, profícua em recursos agrícolas, marítimos e mineiros, pelo que este sítio arqueológico terá desempenhado um papel comercial de relativo destaque.
Interpretada como santuário, por alguns autores, e como centro urbano provincial, por outros, Miróbriga foi habitada desde, pelo menos, a Idade do Ferro até ao século IV d. C.. Embora as estruturas habitacionais ainda permaneçam reduzidamente estudadas, sabe-se que se desenvolveram ao longo de calçadas e possuíam decorações com frescos. Foi durante o período romano que o centro urbano sofreu uma considerável ampliação, mediante a execução de um alargado programa construtivo. Assim, na zona mais elevada de Miróbriga, foi erigido o forum, no centro do qual é visível um templo eventualmente dedicado ao culto imperial, assim como um outro consagrado a Vénus. Entretanto, circundando o forum desenvolve-se toda uma zona constituída por diversas construções de funcionalidade ainda mal conhecida, assemelhando-se, todavia, a duas das edificações mais comuns nos fora provinciais, ou seja, à cúria e à basílica. A Sul, por sua vez, desenvolvia-se a área comercial, por excelência, caracterizada pela presença de diversas lojas, as tabernae.
Numa das zonas mais bem conservadas de todo o complexo de Miróbriga revelam-se as termas, compostas por dois edifícios construídos em períodos diferentes, possivelmente destinados ao uso feminino e masculino. Entre os séculos I e II d. C., surgem os compartimentos habituais neste tipo de edificação, ou seja, uma zona de entrada, com salas de vestiário e jogos, e uma zona de banhos frios - frigidarium-, e de banhos aquecidos - caldarium e tepidarium.
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Endereço : Estação Arqueológca de Miróbriga Horário : Terça a Sábado - 9:00/12:30 - 14:30/17:30 Domingo : 9:00/12:00 - 14:30/17:30 Encerrado à segunda-feira e feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro. Ingresso Normal : € 3 Jovens (15 a 25 anos) e reformados : € 1.5 Portadores do Cartão Jovem : € 1.2 Crianças até aos 14 anos : gratuito. Domingos e Feriados até às 14:00 : gratuito. Telefone : +351 269 825 148 +351 269 818 461 Fax : +351 269 818 461 E-mail :
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Serviço Educativo : O Centro de Acolhimento e Interpretação possui uma exposição permanente sobre o sítio, organizada de forma temática, assim como uma sala para acolhimento de grupos e um auditório. O percurso da visita encontra-se devidamente sinalizado. Loja : Publicações, postais, material científico e didáctico, réplicas de peças das colecções e outros materiais de divulgação. Acessos : Visitantes com mobilidade reduzida : certos troços do percurso podem apresentar dificuldades. Acesso : pela EN 120 que, a partir de Santiago do Cacém, sai em direcção a Grândola/Lisboa. |